 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo




Captulo 1 : Pensamentos Perdidos numa Manh de Vero 

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Eram seis horas da manh e Harry estava deitado em sua cama olhando para
o teto, o sol entrava devagarinho em sua janela, e ao lado da sua cama
suas coisas j estavam devidamente empacotadas para a viagem. Enfim, era
a vspera do seu aniversrio e a data marcada para Sirius vir peg-lo
para passar as frias com ele, Sheeba e os seus amigos... Sheeba e
Sirius tinham sido muito legais em chamar Rony, Hermione e Willy .


Sentiu-se inquieto, sem nada para fazer at s oito da noite, quando
Sirius viria busc-lo na moto (o que no era bom... se tio Vlter
xingava os motoqueiros trouxas, o que diria de um motoqueiro bruxo?).
Sua mente comeou a vagar para uma noite em que acordara de um sonho
terrvel que fizera sua cicatriz queimar, dois anos antes... engraado
como agora no parecia to horrvel, por mais que tentasse lembrar-se do
que sentira naquele momento... Desde que soubera da existncia de
Voldemort, procurara no pensar muito nele, e quando o fazia, procurava
no ter medo. Depois do quarto ano, quando Voldemort armara um plano
gigantesco para peg-lo e fracassara, no sem antes fazer uma vtima
fatal, Harry comeara a achar que realmente enquanto ele no o
destrusse, no sossegaria, mas esse no era de forma alguma um
pensamento assustador agora.       

Se dependesse de Voldemort, eu estaria comemorando meu 15 aniversrio
de morte, como fazem os fantasmas de Hogwarts, mas eu sobrevivi ele
pensou, tornara a sobreviver a ele algumas vezes, e, era chato concluir
isso, todas elas por sorte. Ele no fizera, na sua opinio,
rigorosamente nada sozinho, apenas e to somente dera sorte. Agora,
depois do ltimo confronto, quando Harry fora ajudado pelo Fogo Sagrado,
a chama mgica do bem, achava que pelo menos por algum tempo Voldemort o
deixaria em paz... ele sentira a pele de Voldemort queimando-se sob seus
dedos quando o enfrentara pela ltima vez.... Provavelmente o bruxo
demoraria algum tempo para se recuperar. Ele agora podia se dar ao luxo
de pensar um pouco em si mesmo.

Harry estava crescendo, era um pouco magro demais,  verdade: obrigado
na casa dos Dursleys a seguir a mesma dieta que Duda supostamente fazia
h um ano sem conseguir emagrecer uma grama, Harry estava ainda mais
magro que em Hogwarts. Porm, para sua satisfao, via que finalmente
comeara a espichar e j estava quase da altura de Rony (que sempre
fora mais alto que ele), maior que Hermione e bem maior que Willy.
Fizera uma marca com a sua altura antes de ir para Hogwarts no ano
anterior na parede do quarto (imperceptvel para evitar problemas com
Tia Petnia), e quando chegou de frias teve a satisfao de ver que j
estava quase um palmo mais alto. E no dia seguinte completaria 16 anos.


Esse pensamento era muito bom. Desde que percebera sua voz engrossando
no fim do semestre anterior em Hogwarts, Harry gostava mais de ouvi-la.
Era bom se sentir mais velho, mais adulto... pena que durante o ltimo
ms quase no ouvira a prpria voz, pois nunca conversava com os tios.
Durante todo perodo em que ficara com os Dursleys, Harry tinha
conversado com eles apenas para dizer que o padrinho viria busc-lo para
passar um ms com ele, o que fez Tio Vlter quase ter um ataque, e
manter-se desconfiado mesmo quando ele disse que Sirius havia sido
julgado e absolvido. Como ainda tinha medo de Sirius e no queria
problemas, e talvez porque a idia de Harry ficar longe deles durante as
frias o agradasse, Tio Vlter acabou concordando.        

Sem ter o que fazer, Harry pegou as cartas que recebera no ltimo ms
para reler: Hermione escrevera-lhe reclamando de Rony e Rony, por sua
vez, escrevera-lhe reclamando de Hermione... quando ele pensava que os
dois finalmente iam se acertar, eles haviam brigado terrivelmente e
terminado o namoro... talvez fosse melhor mesmo assim, pois ele admitia
que era um pensamento egosta, mas odiava a idia de ficar andando para
um lado e para o outro com um casalzinho.

Ento pegou  carta de Bianca Fall, e no pode deixar de sorrir, Bianca
escrevera-lhe um ms antes das frias, quando ele estava no hospital,
recuperando-se de um ferimento grave que uma bruxa fizera-lhe logo
depois da batalha contra Voldemort. Naquela carta ela dizia que era
melhor serem amigos. Agora ela escrevera dizendo que ficara chateada
porque ele no respondera (realmente, no tivera tempo de responder,
depois esquecera) e ele sentia que ela estava um pouquinho despeitada, o
que fazia seu ego adolescente sentir-se muito bem.    

Ento, achou a carta de Willy... e sentiu-se extremamente incomodado,
como se sentia cada vez que pensava em Willy. No podia no mundo haver
duas pessoas mais diferentes que Harry Potter e Willhemina Fischer. Ele
era tmido, fechado, introvertido, tinha dificuldade de expressar
algumas coisas at com seus amigos... ela era extrovertida, falante, s
vezes at meio maluca, falava tudo que lhe vinha  cabea, no entanto
ambos tinham mais em comum do que podia parecer.

Willy tambm era uma rf, criada por parentes detestveis, tivera um
parente inocente renegado (no caso dela, o pai) e principalmente, como
ele, perdera a me por causa de Voldemort. Ele lembrou-se quando
Voldemort escolheu lutar com Willy apenas para fer-lo, e se o bruxo
sabia tanto assim sobre ela, teria que proteg-la, evitar que algum a
machucasse... Ela tinha sido a primeira pessoa, desde que soubera como
seus pais haviam morrido, que havia feito realmente o que estava preso
dentro dele sair numa onda quente e forte, os dois haviam chorado
juntos, e at hoje essa lembrana o incomodava mais que qualquer coisa
que Voldemort fizera a ele pessoalmente, exceto, claro, matar seus
pais...

Virou-se na cama, meio chateado, jogando as cartas para o lado ao
lembrar-se que na mesma noite em que haviam chorado juntos ele e Willy
haviam se beijado... fora um beijo completamente diferente do que dera
em Bianca, disso no havia dvida. Quando beijara Bianca, tinha sido
bom, suave, agradvel... j com Willy tinha sido forte, inesperado,
amedrontador... e muito melhor. To assustador que depois nem ela e
muito menos ele, tiveram coragem de conversar sobre isso... e era isso
que o chateava naquele momento.     

Pensou por um tempo como seria a vida dele e de Willy, se Voldemort no
tivesse matado seus pais, e a me dela no tivesse morrido por causa
dele. Talvez, se tudo isso tivesse sido evitado, ele e Willy fossem hoje
muito mais felizes.


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                               Captulo 2
                                    
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Captulo 2 : Regras de Convivncia com Trouxas 

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Harry passou o dia estudando, terminando a ltima lio das frias:
adiantara todo o trabalho das frias em um ms para no perder um nico
minuto da diverso que queria e merecia depois de quinze anos de frias
terrveis... exceo, claro, dos dias que passara com os Weasleys dois
anos antes. Terminou a lio e foi se arrumar para esperar Sirius. s
seis da tarde j estava pronto e bem quieto num canto, para no
incomodar ningum.

Quando faltavam cinco minutos para as oito, ouviu um ronco fundo e
potente de motor, e soube que Sirius estava chegando em sua moto, que se
comportava exatamente como um cachorro. Minutos depois, a campainha soou
(engraado, o barulho da moto no cessara) e Tio Vlter foi abrir a
porta no sem antes dar um olhar profundamente antiptico para Harry.
Ele abriu a porta e l estava Sirius

Mas definitivamente, no parecia Sirius. Ou pelo menos no se vestia nem
se penteava como Sirius.  Tio Vlter viu parado  porta um sujeito de
1,95m, ombros largos, num terno preto com gravata, muito bem alinhado.
Parecia um executivo, cabelo penteado para trs com gel (o que deu em
Harry uma vontade louca de rir )e sorria simpaticamente, a despeito da
cara de poucos amigos que Tio Vlter fazia.

- Boa noite, muito prazer, meu nome  Sirius Black e eu sou o padrinho
de Harry. - Sirius estendeu a mo para Tio Vlter, que no a apertou , o
que no pareceu aborrecer Sirius, que continuou: -  Vim busc-lo para
passar uns dias comigo e com a madrinha dele, minha mulher, que
infelizmente no pde comparecer, embora quisesse muito conhec-los. Eu
gostaria de entrar um minuto e trocar algumas palavras sobre Harry,
antes de lev-lo.

- O que quer que voc queira falar, seja rpido, no quero algum como
voc em minha casa durante muito tempo. - Tio Vlter deu passagem a
Sirius, que entrou, mantendo aquela surpreendente fleuma, deu boa noite
a todos e um abrao em Harry, antes de prosseguir      

- O que eu gostaria de dizer  que os senhores  - tia Petnia olhava-o
sentada numa poltrona, com cara azeda. Duda estava ao lado dela, olhando
para ver se Sirius no trouxera nenhum doce para Harry que ele pudesse
roubar -  que eu verifiquei que Harry  um timo aluno, e vocs no
precisam se preocupar...

- Nada que diga respeito ao que ele estuda nos interessa, muito menos
nos preocupa - interrompeu tio Vlter, spero - nem nada que diga
respeito  essa escola tambm. Essas coisas sujas...   

- Harry no estuda coisas sujas. Ele estuda magia, senhor - o tom em que
Sirius disse esse senhor preocupou Harry, ele sabia quando um ataque
de fria do padrinho estava se aproximando.  

- No diga essa palavra na minha casa   

- Magia no  palavro, senhor... - Este senhor teve um tom  um
pouquinho pior - Quando seu sobrinho se formar um bruxo...     

- J disse que no quero meno a esse tipo de gente na minha casa!     

- Esse tipo de gente, SENHOR,  muito mais decente que o senhor e sua
famlia! No cria seus filhos para se tornarem porcos obesos, nem suas
mulheres tm essa cara de bacalhau seco insatisfeito - aqui, Tia Petnia
fez uma cara de surpresa indignada -  e muito menos destrata filhos de
parentes mortos ou seus padrinhos! - Sirius ficou to furioso, que se
transformou em co, avanando para frente com as enormes mandbulas
abertas, mordendo o ar. Tio Vlter, Tia Petnia e Duda subiram correndo
para o segundo piso da casa apavorados, gritando, Harry segurou Sirius,
que ficou rosnando para eles, que gritavam de medo trancados num quarto.
Sirius ento tornou-se novamente o velho Sirius e respirou fundo.      

- Vamos embora, Harry. Da prxima vez, me espere na esquina, certo,
nunca mais eu quero ver essas coisas na minha frente - disse isso e
gritou l para cima - Minha mulher tem razo! Devia ter transformado
vocs numa plantao de cebolas! - ele e Harry saram e ao ver sua moto
brincando de cavar alegremente, destruindo o canteiro de begnias de Tia
Petnia, Sirius ainda completou: - e sem chance que eu conserte este
canteiro idiota! - ele deu um assobio e a motocachorro veio at ele, que
amarrou as coisas de Harry atrs da moto, grande o suficiente para isso,
e soltou Edwiges, dizendo - Voc sabe onde moramos, no  mesmo?  

Sirius subiu na moto com um salto e puxou Harry com uma mo:    

- Estes panacas sequer te alimentam direito! Voc no deve estar pesando
nem 50 quilos! Ei Trouxas! - gritou para dentro da porta - Se na prxima
vez que eu vier buscar meu afilhado ele estiver magro deste jeito eu
juro que os transformo em nabos... no, nabo  muito bom, transformarei
vocs em cogumelos... e venenosos!

- Vamos voando, Sirius?         

- S depois de sair da cidade, ainda est muito cedo para dar bandeira.

Harry achou melhor no dizer que achava que  berrar no meio da rua que
ia transformar algum em nabo j era uma bandeira tremendamente grande.
Antes de dar partida, Sirius pareceu lembrar-se de algo:     

- No vou vestido como um panaca pra casa - disse, tocando a si mesmo
com a varinha e transformando as roupas no seu velho traje de motoqueiro
- e livre-se disso, no serve para nada! - disse entregando a Harry um
livro onde se lia na capa: REGRAS DE CONVIVNCIA COM TROUXAS.  Harry
no pode deixar de rir. A moto deu a partida e saram rodando
incrivelmente rpido pelas ruas.

- Sirius, eu devia ter te avisado que meus tios so os trouxas mais
trouxas da face da terra...     

- Agora no precisa mais dizer, eu vi... Sheeba havia observado-os
quando voc era menor... ela me disse tanto e eu acreditei em to
pouco... Nunca mais vou na conversa de Lupin - disse, imitando o amigo :
-  qualquer trouxa  legal se souber lidar com ele pois sim... existem
trouxas legais... os irmos de Sheeba so legais, os pais dela tambm,
mas esses a no so!

- No se preocupe, depois do que voc fez, e com o medo que eles j
tinham de voc, provavelmente no ano que vem quando voc vier me buscar
eu terei comido tanto que estarei mais gordo que Duda. Sabe, Sirius,
voc  mais calmo que Hagrid. Quando ele foi me buscar para ir para a
escola no agentou nem a metade do que voc antes de tentar transformar
Duda num porco.

- Hagrid transformou seu primo num porco?       

- No - disse Harry rindo - ele s conseguiu fazer com que nascesse um
rabo enroscado que teve que ser removido cirurgicamente!       

- S mesmo Hagrid! - a gargalhada espontnea de Sirius ecoou pela rua,
saram da cidade e a moto embicou para o cu, na direo de Hogsmeade. 


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                               Captulo 3
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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Captulo 3 : O Aniversrio e a Viagem 

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Sheeba estava atendendo a um cliente de seus trabalhos como freelancer
de adivinhao no laboratrio, enquanto Smiley tentava agradar Rony e
Hermione, que j haviam chegado e ignoravam-se educadamente na sala,
quando o barulho inconfundvel da motocachorro chegando  garagem fez
com que Smiley se refugiasse na cozinha, com medo.

Harry entrou na sala e perguntou, antes mesmo de perguntar pela madrinha
:

- Willy veio?   

- Ela ainda no chegou, Harry - disse Sheeba, que nesse instante saa de
dentro do laboratrio com um bruxo negro alto e imponente, vestido em
trajes africanos - ela vem amanh junto com Atlantis, bem a tempo de
comemorar seu aniversrio!

- Sheeba - Harry correu para a madrinha, que tocou sua testa com as mos
nuas dizendo:  

- Ainda no achamos seu gelo de confuso!       

- Eu no me importo! - disse Harry, Sheeba voltou-se para o feiticeiro
(que usava no pescoo uma cabecinha minscula que Harry tentou acreditar
que no era humana) e disse:        

- Harry, esse  Clemenceau Motumbo, o maior feiticeiro africano,
especialista em encolhimento de cabeas - Sirius olhava o homem com um
sorriso meio forado no rosto. Embora detestasse que Sheeba recebesse
clientes, ele procurava entender. -  Sr Motumbo, esse  Harry Potter,
meu afilhado

- Muito Prgazerg Jovem Potterg - o sotaque do feiticeiro era bem
estranho - espego que se divirgta nas suas fguias!  Muito obrgigado
senhoga Black - aqui Sirius abriu um sorriso timo, ficava
satisfeitssimo quando ouvia chamarem Sheeba de Sr Black! - Eu tenho
cergteza que  achagemos a nossa pgincesa!

- S mande o pagamento quando ach-la!  

- Cergto! - Disse o bruxo, e Sheeba conduziu-o para o lado de fora, onde
desaparatou. Quando ela voltou, esclareceu o que todos haviam ficado
curiosos em saber:

- A princesa foi descoberta por um fotgrafo e levada para Nova Iorque,
onde trabalha como modelo.    

- E eles s vo te pagar quando a acharem? - Rony parecia curioso.      

- Eu s trabalho dessa forma.   

- E quanto voc cobra, Sheeba?  

- Cada um paga o que pode e o que acha que vale a informao que eu
dou... encontrar uma princesa perdida vale mais que achar um par de
agulhas de tric.

- Nunca aconteceu de no te pagarem?    

- Oh, no, eles tem medo das maldies de bruxas pitonisas! Amanh ele
vem me pagar. Eles so gente muito honrada... esto guardando um
lugarzinho de honra para a cabea encolhida de Voldemort, se ele pisar
na frica... feiticeiros africanos so poderosssimos! Sirius, porque
voc est vestido assim? No foi bem com os trouxas?

- No pergunte nada, vamos jantar... - Sirius disse fechando a cara ao
lembrar-se de Tio Vlter.  

Algum tempo depois, Harry e Rony , que estavam dividindo o mesmo quarto,
conversavam antes de dormir:        

- Ela est me evitando.         

- Eu notei, voc tambm no a procura muito, n?        

- Harry , ela  muito difcil...        

- E voc  infantil demais... ter cimes de um gato  um pouco de
exagero.

- Olha quem fala, a maturidade em pessoa... como vai sua situao com
Willy?

- Voc sabe bem que no vai... no temos nada...        

- Pois , para quem fala da minha atitude, voc est bastante devagar...

- Vou dormir, sabe? Amanh  meu aniversrio...         

- Parabns, so meia noite e um, j  amanh. Harry Potter agora  um
feliz adolescente de 16 anos... 

[]         

No dia seguinte,  tarde, Atlantis e Willy chegaram no coche conduzido
por ele, transformado em cavalo.  Atlantis transformou-se em homem e
abriu a porta do coche para Willy, que saltou com uma cara tima.
Tambm, no era para menos, havia dormido a viagem inteira, era
impossvel no dormir dentro do coche encantado. Sheeba levou-os para
dentro da casa e eles cumprimentaram todos.

- Oi Harry, feliz aniversrio! - disse Willy sem olh-lo.       

- Obrigada, Willy...(achou isso idiota, mas no achou nada melhor para
dizer)

- Muito bem - disse Sheeba - J que esto todos aqui, vamos comemorar -
Sheeba estava muito feliz, alm da presena de Harry, recebera pela
manh um pacote de diamantes como pagamento, mandado pelo feiticeiro que
achara a princesa da tribo em Nova Iorque, exatamente como ela dissera.
Tinha planos para aqueles diamantes.

Na mesma hora, apareceu uma decorao de festa pelo salo, e Sheeba
comeou a retirar de uma sacola que pegara no quarto alguns dos
presentes que ela e Sirius haviam comprado para ele. Rony e Hermione,
ainda ignorando-se tambm lhe deram seus presentes. Logo depois, Hagrid
chegou, vindo de Hogwarts, com dois pacotes muito mal embrulhados nas
mos (um deles se mexia!). Em pouco tempo a sala estava cheia de pacotes
de presentes, mais do que Harry tinha ganho na vida at aquele dia. Ele
comeou a abrir os presentes, entre ahs e ohs pelas surpresas que haviam
nos pacotes.

Sheeba e Sirius deram a ele uma veste nova para usar em Hogwarts, uma
veste de gala, um anel mgico, culos escuros de grau (para que eu
preciso disso?), uma roupa de banho, algumas roupas de trouxa e para
grande surpresa de Harry, uma prancha de surf. Rony deu a ele um pster
em que ele podia escolher a fotografia (depois eu te explico como
funciona - ele disse ), que no momento tinha a figura de um time de
quadribol, Hermione deu a ele um livro: Biografia de Roderic
Griffindor. O pacote de Hagrid continha um chicote mgico que afastava
qualquer criatura hostil, contanto que no se batesse diretamente nela
com ele.

Para surpresa de Harry, o outro pacote que Hagrid trouxera, aquele que
se mexia, era para Willy, no pra ele. Ela gritou de contentamento
quando o abriu e um pequeno filhote de seburrlho, branco azulado,
escorregou de dentro dele, os plos das narinas mexendo-se enquanto ele
farejava seus dedos.

- Luly ps alguns ovos no fim da primavera, e achei que voc ia gostar
de ter um desses - Disse Hagrid rindo, diante da cara radiante da
menina.

- Gostar? Hagrid, eu adorei ele!  macho ou fmea?      

- ... bem, acho que  um macho, quer dizer, eu creio, no d para saber
direito, mas eles costumam ser maiores quando nascem e esse era o maior
da ninhada.

- Kakaka! timo, vai se chamar Siegmund - disse Willy satisfeita,
enfiando o seburrlho no bolso da veste, onde ele ficou, pondo a cabea
minscula e bicuda para fora, satisfeito e farejando tudo  sua volta.


Depois de algum tempo, eles jantaram, e, como sempre na casa de Sheeba e
Sirius, havia uma quantidade imensa de comida, cujas sobras eram doadas
logo aps para a Casa do Bruxo Carente, uma instituio para bruxos
desempregados. Por fim, veio um bolo imenso, e Harry sentiu as orelhas
corarem quando cantavam parabns para ele. Pelo que ele se lembrava, era
a primeira vez na sua vida  que isso ocorria. Ento Atlantis foi embora
e Sheeba e Sirius chamaram os meninos  sala, para falar sobre as
frias. Sheeba comeou:

- Eu queria dizer a vocs que ns vamos viajar,  essas so as primeiras
frias de Harry conosco e gostaramos que elas fossem inesquecveis...
no se preocupem com despesas,  tudo por nossa conta... Depois de
ficarmos trs semanas discutindo o que faramos nas frias - Sirius fez
uma cara bem descontente - resolvemos que cada um de ns elaboraria o
seu roteiro ... Este  meu roteiro, que vamos seguir primeiro - disse
Sheeba desenrolando um pergaminho com uma lista imensa, cheia de itens e
subitens: - Primeiro vamos a Nova Iorque - todos arregalaram os olhos -
Vamos fazer umas compras na Witch's Bazaar, a maior loja de artigos
mgicos do mundo, depois vamos conhecer os lugares de bruxos, com
direito a uma passadinha na Vampire's Room, que  a casa noturna do
momento, vamos conhecer restaurantes mgicos e eu comprei ingressos para
eu, Hermione e Willy assistirmos o megashow dos Boys from the dark
side! - Hermione e Willy deram um gritinho de contentamento, Harry e
Rony olharam pedindo socorro a Sirius, que disse, com uma cara
aborrecida:

- No se preocupem, nesse dia vamos sair para treinar quadribol.        

- Bem, depois de Nova Iorque vamos ao Brasil! Eu vou lev-los para
conhecer o maior parque de criaturas mgicas do mundo! Tem umas
criaturas l que nunca vimos na Europa, vocs vo adorar! Vamos
aproveitar e dar uma esticadinha na casa do meu amigo, o Sobrenatural de
Almeida - Sirius fez a pior cara do mundo  -  e por fim, vamos
finalmente seguir o roteiro de Sirius... - todos olharam para Sirius que
disse, simplesmente:      

- Vamos passar as duas semanas restantes surfando, na minha ilha. 

[]         

Acordaram no dia seguinte bem cedo,  e Sheeba lhes disse:       

- Deixem suas coisas no quarto, no se preocupem, ningum vai carregar
nada pesado. Todos saram da casa, menos Smiley, Sheeba deu um toque na
chave da casa com a varinha, girou-a na pequena porta que abria a casa,
e esta encolheu-se at ficar do tamanho de uma valise comum, que Sheeba
pegou com a mo direita, sorrindo.

- E Smiley, Sheeba? - perguntou Hermione, preocupada.   

- No se preocupe, ele est muito bem, casas portteis so timas para
carregar elfos domsticos, que normalmente tm medo de viagens.  

Atrelado  motocachorro, estava um pequeno trailer azul, onde os jovens
viajariam, Sirius e Sheeba iam na moto, como sempre. Harry entrou no
trailer, achando graa na decorao extravagante, que era a cara de
Sheeba: Paredes amarelas  e poltronas azuis escuras, forradas com
veludo, cortinas azuis  de estrelinhas amarelas nas janelas (!), uma
mesinha de centro com um aqurio, para Willy soltar seu seburrlho (como
Sheeba espera que essa gua fique a dentro?). Como sempre, o trailer
parecia maior por dentro. Os outros entraram e Sheeba disse, da porta:  

- A outra porta  um banheiro, mas  chato us-lo no meio das viagens,
porque ao contrrio desta sala ele no pode ser isolado magicamente.
Espero que tenham uma boa viagem, prxima parada, Londres! - ela fechou
a porta e durante alguns minutos, nada aconteceu. Harry abriu a cortina
da janela e descobriu que estavam no alto. O trailer realmente era
isolado, no dava para sentir nada da viagem de dentro dele. Estava um
silncio incmodo dentro do trailer, quando Willy finalmente disse:

- Hermione e Rony, eu gostava mais de vocs quando viviam brigando! 
horrvel ver vocs dois se ignorando - Hermione pareceu bastante
ofendida.

- O que voc acha de ficar quieta?      

- O que voc acha de ser simptica? Alm de tratar mal o Rony, desde
ontem voc no d um nico sorriso, Mione!         

- Willy, meta-se com sua vida!  

- Ei ei! - interrompeu Harry - no estamos viajando nem h dez minutos e
vocs j esto brigando? Sabe o que eu acho? Willy, deixe-os em paz.
Vamos conversar ns dois... porque voc deu ao seu seburrlho o nome de
Siegmund?

- Para ficar parecido com Sieglinda e Siegfried, ora, Harry.    

-  mesmo... voc no anda mais o tempo todo com Sieglinda.     

- Eu a trouxe na minha mala. Alis, eu estou com uma coisa aqui... voc
est com a varinha?      

- Estou.        

- timo, ento vamos jogar! Eu trouxe meu joguinho.     

- Isso no  usar mgica irregular?     

- Oh no, meu pai registrou o jogo no ministrio outro dia como objeto
de lazer - ela tirou algo do bolso, tocou com a varinha e em um segundo
ela e Harry estavam jogando o joguinho de duelo que ela inventara, a
tela de vidro flutuava entre os dois, e Harry podia ver que ela havia
modificado os desenhos... um boneco agora parecia-se com ele, o outro,
para seu espanto, era parecido com Voldemort! S Willy faria algo assim
mesmo. Depois de alguns minutos, meio a contragosto,  Hermione e Rony
foram se interessando pelo joguinho, at que Harry perdeu para Willy e
Rony pediu para jogar. Em pouco tempo, estavam animados, e at Hermione
ria. Ento, Willy perdeu (Harry teve certeza que de propsito) e falou
para Hermione:

-  Kakaka! Sua vez! - Mesmo meio sem graa, Hermione entrou no jogo,
perdendo em dois segundos... depois de muita gozao, irritada com os
kakakas de Willy, pediu revanche... graas ao joguinho de Willy,
quando chegaram a Londres duas horas depois, Hermione e Rony eram
novamente pelo menos amigos.  - Sheeba apareceu  porta do trailer e
disse:

- Querem almoar no caldeiro furado? - Uma algazarra respondeu 
pergunta.

O trailer estava estacionado no teto de um prdio e durante o dia, para
espanto de Harry. Mas quando saltou e olhou para trs, descobriu que
tanto o trailer quanto a moto estavam invisveis. Sirius foi ao
Gringotes, para trocar os diamantes por dinheiro dos pases que
visitariam,  e eles e Sheeba ficaram no Caldeiro Furado. Depois que
almoaram, voltaram ao trailer, que continuava invisvel, mas que Sheeba
achou facilmente, e abriu a porta, dizendo:

- Chegaremos a Nova Iorque dentro de  seis horas,  Sirius vai acelerar
um pouquinho quando sobrevoarmos o Atlntico Norte, ok?      

Harry espalhou-se gostosamente na poltrona, sentindo o calorzinho bom do
almoo no estmago. Willy agora estava ao seu lado, E Hermione ao lado
de Rony. Conversavam em voz baixa, j no pareciam brigados. Uma
sonolncia foi tomando conta de Harry. Sheeba deve ter encantado esse
trailer, foi seu ltimo pensamento coerente antes de dormir
profundamente.


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                               Captulo 4
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 4 : New York, New York! 

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Quando Harry acordou, sabe-se l quantas horas depois, sentia a
respirao ritmada de Willy prxima  sua bochecha... na sua frente,
Rony e Hermione dormiam abraados, deviam ter feito as pazes. Ele queria
se mexer sem acordar Willy, mas parecia muito difcil, ento passou o
brao por trs dela, para tentar apoiar-se no encosto da poltrona e
melhorar de posio... Isso fez com que ele escorregasse, e o rosto de
Willy  encostasse  no seu. Ele podia sentir a maciez da boca da menina a
alguns centmetros da sua, se virasse o rosto... ele lembrou-se de uma
outra viagem que haviam feito no coche encantado, em que ele
acariciara-lhe os cabelos e descobrira que gostava dela...     

Foi ento que Willy acordou, e eles se afastaram, sem graa. Ela passou
a mo pelo rosto e disse:  

- Desculpe, Harry, eu costumo me espalhar demais quando durmo...        

- No tem problema, eu tambm acabei de acordar...      

Rony e Hermione tambm haviam acordado, mantendo-se abraadinhos, um
clima bastante constrangedor surgia, bem no instante em que Sheeba
apareceu na janela, para espanto de Harry toda vestida em roupas de
trouxa, e disse jovialmente:

- Chegamos! - No se preocupem com suas roupas, ela apontou a varinha, e
num instante estavam totalmente vestidos como trouxas -  que aqui
ningum anda vestido de bruxo... - de qualquer forma as roupas que
usavam eram um tanto espalhafatosas e extravagantes demais. Quando
saltou do trailer, Harry descobriu que estavam dentro de um gigantesco
armazm abandonado. Sheeba, enquanto armava sua casa, explicou a ele que
aquele armazm pertencia  famlia de Sirius. Este por sua vez,
permanecera sentado na moto, com sua velha roupa de motoqueiro, parecia
muito chateado com alguma coisa. Sheeba parecia querer deix-lo em paz,
enquanto explicava aos jovens como faziam para que a moto ficasse
invisvel aos trouxas assim que deixavam lugares seguros como Hogsmeade.
Sirius levantou-se da moto e foi andando at a enorme porta do armazm.
Com uma mo abriu-a e saiu. Sheeba respirou fundo. Harry no entendeu
nada.

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Foram jantar num restaurante que Harry no sabia se era de trouxas ou
bruxos, e perguntou a Sheeba, que respondeu:      

- Nova Iorque tem tantos bruxos de tantos lugares do mundo, que 
impossvel no ir a um lugar que no tenha algum... esse lugar
supostamente  um lugar trouxa, mas seu dono  um bruxo italiano.       

Harry olhou em volta, tentando distinguir quem era bruxo e quem era
trouxa, mas no conseguia. Deu uma olhada para Sirius, que comia em
silncio. Ser que ele e Sheeba haviam brigado? A comida era muito boa,
e Willy e Rony pareciam comer como se no dia seguinte o mundo fosse
acabar. Depois da sobremesa, Sheeba lhes disse:        

- Vamos agora a uma casa noturna no subterrneo, a Vampire's Room.  um
lugar legal, mas como sugere o nome,  cheia de vampiros, portanto,
temos que ficar todos juntos e vocs tem que usar isso, disse-lhes dando
a cada um crucifixo. Se algum  se aproximar, primeiro mostre o
crucifixo, depois conversem.

Andaram alguns quarteires, Harry olhava para tudo, sem acreditar que
estava em Nova Iorque. Chegaram em frente ao que parecia um prdio
abandonado, e Sirius disse:    

- Sheeba, eu no vou entrar nesse lugar. Sinto muito. Voc sabe. Eu
tambm no queria que eles entrassem a.  

- Sirius,  s um lugar da moda.        

- Cheio de malditos vampiros! Voc sabe como odeio vampiros. Ou vamos
todos embora, ou eu vou sozinho, e se acontecer algo com eles, eu nunca
vou te perdoar. - Sheeba suspirou, e disse:      

- Vocs querem conhecer o lugar, ou querem ir a outro onde no haja
vampiros?

Talvez porque Sirius parecesse bem contrariado, acabaram indo a um outro
lugar, dois quarteires depois. Passaram na frente de algo que parecia
uma boate fechada onde se lia Studio 54 e deram a volta por trs,
chegando a um beco escuro, nos fundos da boate. Sheeba deu uma batida
com a varinha na parede, que se abriu mostrando uma porta falante,
parecida com a que Sheeba tinha em seu laboratrio. Esta porm era
mulher, feita em madeira escura, e no falava com sotaque alemo. Acima
dela havia um cartaz: VAMPIROS NO ENTRAM, POR FAVOR, NO INSISTAM . A
porta comeou a falar, com um forte sotaque do Harlem:

- Ei, caras, querem diverso, vieram ao lugar certo... Bem vindos ao
Substudio 54, onde a festa no vai acabar nunca. Disco reinando at a
eternidade  - Um fantasma magro e meio calvo atravessou a porta e
olhou-os, com ar inquisidor:

- Hum, vocs podem entrar... principalmente voc, bonito - disse
olhando significativamente para Sirius, e voltando para dentro.    

Entraram no lugar mais estranho e legal que podiam imaginar. Era cheio
dos mais extravagantes bruxos e fantasmas que Harry j vira, e ele notou
que havia muito mais fantasmas que bruxos. A decorao era toda prateada
e preta, e sobre um palco havia uma imensa lua prateada. Acima de tudo,
havia uma cabine flutuante, onde um bruxo extravagante, em vestes
laranjas, escolhia discos e punha numa vitrola que parecia ter uns vinte
anos.

- O dono desse lugar  aquele fantasma, Steve - explicou Sheeba,
mostrando o fantasma que aparecera na porta  - ele foi dono do Studio
54, aquela boate fechada l da frente. Haviam tantos fantasmas
assombrando o lugar que ele depois de morto resolveu voltar e criar uma
casa para manter o velho esprito dos anos 70. Ele probe os vampiros
porque eles estragam a festa de qualquer fantasma, com seus corpos sem
alma....

Harry no sabia danar muito bem, mas de qualquer forma, ali ningum
danava junto mesmo, e sim de forma extravagante, como ele nunca vira. A
msica era algo totalmente estranho para ele e Sheeba lhe explicou que
era msica da dcada de 70, o gosto daqueles fantasmas  que ditava o
som da casa. O fantasma de uma velhinha de aparentes 80 anos
aproximou-se de Sheeba, e disse:

- Sheeba! Quanto tempo, menina!         

- Disco Dottie! - Sheeba riu - eu sabia que voc estaria aqui!  

- E eu perco uma noite de festa? Ei, garotos, dancem, no sintam
vergonha! Os anos 70 esto de volta - disse o fantasma que saiu pulando
em direo  pista de dana.         

- Quando eu vim aqui a ltima vez ela j era um fantasma h muito tempo
- disse Sheeba.         

Rony puxou Hermione para a pista de dana, e Sheeba puxou Willy. Eles
ficaram danando em grupo. Pela primeira vez na vida, Harry sentiu
vontade de danar, mas no quis sair do lado de Sirius, que parecia
chateado.

-  Desculpe se fui estraga prazeres, Harry, mas no se brinca com
vampiros...

-  Desde que chegamos voc est chateado, Sirius... voc no queria vir?

- Eu detesto Nova Iorque, e tenho meus motivos. Tem a ver com no gostar
de vampiros, e Sheeba sabe disso. Eu preferiria ficar duas semanas
enterrado vivo que entrar num lugar com vampiros.         

- Mas aqui no h vampiros, e eu no sei porque, estou com vontade de
danar...

- Harry, esse lugar no  s de fantasmas, qualquer um aqui pode e sente
vontade de danar, e se tentar, dana bem... mgica, voc sabe. Venha,
quero ver voc se divertir.       

Em pouco tempo estavam danando na pista junto dos outros e era
realmente surpreendentemente fcil danar. Harry no conseguia sentir
vergonha, Willy simplesmente dava um show. Sheeba e Sirius danavam um
de frente para o outro, e eles danavam muito bem. Faziam passos muito
interessantes, que Harry nunca vira. Subitamente, comearam a se beijar,
sob aplausos da pista de dana. Para espanto de Harry, eles levitaram um
metro do cho. De uma cabine suspensa, o fantasma que era dono do lugar
observava tudo.

No dia seguinte, foram fazer compras no Witch's Bazaar, uma loja
subterrnea embaixo da quinta avenida, que, como quase todos os lugares
bruxos de Nova Iorque, era acessada atravs de um beco. Sheeba e Sirius
compraram todo material para o sexto ano de Hogwarts para ele, dizendo
que no se preocupasse com despesas. Ainda encheram todos de presentes,
deixando-os extremamente sem graa.

Conheceram muitos outros lugares em Nova Iorque, e na vspera da
partida, Sheeba levou as garotas para o show dos tais Boys from the
dark side, numa gigantesca casa noturna subterrnea. Quando viu no
ingresso do Show uns caras com cabelos esquisitos e roupas ridculas que
danavam, Harry no pde segurar e disse:

- Que bando de palhaos!        

- Mas eles so liiindos! - disse Willy. Harry sentiu cimes     

- Eles no so apenas palhaos,- disse Rony - como tambm se vestem como
uns panacas! Olha a cor do cabelo deste aqui!        

- Mas eles so lindos e danam muito bem - disse Hermione, para desgosto
de Rony.       

Sirius levou  Harry e Rony para treinar quadribol num gigantesco ginsio
subterrneo, que  mesmo tendo um teto muito alto no se comparava a
treinar em campo aberto como em Hogwarts. Harry no pde deixar de achar
estranho o gigantismo dos lugares bruxos dali, e perguntou o porque a
Sirius, que respondeu:

- Havia muitos bruxos entre os que fundaram Nova Iorque, e eles pensaram
no futuro, foram construindo lugares subterrneos para os bruxos do
futuro. Eu tive parentes aqui, mas no sobrou nenhum.    

Harry nunca tinha voado com Sirius, e constatou que ele o fazia muito
bem, e tinha habilidades que deveriam ter feito dele um  excelente
batedor. Mas ao perguntar se Sirius jogara quadribol em Hogwarts, Sirius
disse apenas:

-  No, com o meu comportamento eu jamais fui aceito no time.   

Horas depois, chegaram em casa e tiveram de suportar Hermione e Willy
dizendo como os Boys from the dark side  eram lindos. Ante os cimes
de Harry, Sheeba ainda comentou, risonha:      

- Quem sabe nas prximas frias as Magnetic Veelas estejam se
apresentando por aqui e eu no levo vocs...  

- Por que no eu ?- perguntou Sirius rindo      

- Eu no sou louca de deixar voc solto perto de um bando de veelas! 


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                               Captulo 5
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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Captulo 5 : Sacis e Sobrenatural 

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A nica coisa concreta que Harry Potter sabia sobre o Brasil era que l
havia cobras. Quando ainda nem estudava em Hogwarts, e nem sabia ser
ofidiglota, Harry havia conversado com uma cobra que era originria do
Brasil. No tinha a mnima idia de porque Sheeba inventara de traz-los
para o Brasil.

- Que lngua falam no Brasil? - perguntou Rony a Hermione.      

- Portugus. Ser que Sheeba ou Sirius falam portugus, Harry?  

- No sei, nada do que Sheeba faz me surpreende mais.   

- Harry, Sheeba e Sirius so ricos? - Willy perguntou, curiosa.         

- No sei, Willy. O que eu sei  que aparentemente eles no tem
problemas de dinheiro, mesmo que a moto de Sirius seja mgica e no
precise de gasolina, passar dias viajando pelo mundo no  barato... Eu
no sei nada sobre a vida de Sirius antes de Hogwarts, e acho que ele
no tem famlia... mas achei muito estranho ele ter tido dinheiro para
me dar uma Firebolt, quando eu estava no terceiro ano... naquela poca
ele ainda era um renegado.  

- Talvez ele tivesse economias...       

Quando chegaram ao Brasil, quem abriu a porta do trailer foi Sirius, e
com uma cara muito melhor do que a de quando saram de Nova Iorque. Ele
estava de culos escuros e bermudas, apontou a varinha para eles,
mudando suas roupas e disse:

- Vestes de Bruxo e Brasil no combinam. Aqui  muito quente! Estamos no
Rio de Janeiro - num segundo, Harry e Rony estavam de bermuda e camiseta
e as meninas em vestidos curtos e floridos - e tomem isso! - disse
entregando a cada um uma plula cor de laranja.         

- O que  isso? - perguntou Harry       

- Plulas de portugus. Assim vocs vo entender e falar portugus
perfeitamente por doze horas. - eles tomaram as plulas e saram. Para
sua surpresa, no estavam em nenhum lugar escondido, nem a moto estava
invisvel. Estavam estacionados em frente  uma praia.     

- Aqui - disse Sirius - No precisamos esconder que somos bruxos! Os
trouxas daqui so timos, adoram bruxaria, mas no levam muito a srio.
A nica coisa  que no podemos chegar voando, porque com isso eles no
esto acostumados.

Os jovens estavam quietos, maravilhados com a beleza da praia que tomava
a paisagem  sua frente, havia um caos em volta, muitos carros e muita
gente. Rony ficou impressionado ao ver a maior quantidade de garotas de
biquni que jamais vira. Um menino magro aproximou-se de Sirius e
perguntou:

- E a tio, quer que eu tome conta da sua moto?         

- Tudo bem - ele disse tirando uma nota  do bolso, o garoto ficou feliz
e saiu correndo, gritando        

- Cem Real, galera, cem real! O tio ali  gringo.       

- O que ele quis dizer com isso? - perguntou Rony, espantado.   

- Aqui existem muitos trouxas pobres - disse Sirius - o que  uma pena,
pois este  um pas e tanto, pena que o ministrio da magia daqui seja
uma tremenda baguna... Esse menino mesmo que veio tomar conta da moto,
eu sei que ele tem um grande potencial mgico, mas duvido que o
ministrio daqui o descubra.

- Sirius, onde est Sheeba?     

- Conseguindo um carro de trouxa alugado. Ela dirige, eu odeio dirigir
carros que no sabem se virar sozinhos.    

Minutos depois, Sheeba apareceu num carro amarelo, e todos entraram
nele.

- Vamos conhecer um lugar incrvel!     

- Mais que aquela praia? - perguntou Rony olhando as garotas de biquni
que passavam para todo lado. Hermione pareceu no gostar.    

Foram andando e Harry estava maravilhado com a beleza da cidade e da
gente, ele nunca vira tanta gente morena, umas caras diferentes das que
ele estava acostumado. Willy disse:    

- Que cidade bonita! Aqui existem escolas de bruxaria?  

- S uma - disse Sheeba - e fica bem longe daqui, perto da capital,
Braslia. O ministrio da magia daqui  muito desorganizado! Mas os
bruxos daqui, em compensao so os de cabea mais aberta que eu
conheo.

Pouco tempo depois, subiam uma estrada, e Sheeba explicou: 

- Vamos entrar na floresta da Tijuca, que fica bem no meio da cidade,
quando atingirmos o corao dela, vamos entrar no parque mgico. -
entraram por uma estradinha secundria, que acabava numa cachoeira,
Sheeba saltou e disse:      - A cachoeira  um portal, no tenham medo,
atravessem direto e vocs no vo se molhar, pisem nas mesmas pedras e
na mesma ordem que eu pisar - ela disse e entrou na cachoeira. Todos
foram atrs dela, Sirius foi o ltimo.      Harry no esperava o que
encontrou do lado de dentro. A montanha era oca! E o teto, como de uma
caverna, era coberto de pequenos cristais alaranjados, que brilhavam
iluminando tudo. Um bruxo moreno, de cabelo crespo e estatura mediana
aproximou-se deles:    - Sirius? Sirius Black! Eu no acredito cara! - o
bruxo veio na direo de Sirius, e abraaram-se com um sorriso - Qual ,
cara! Eu soube que voc saiu! Mas no pensei que fosse fazer famlia to
depressa! Adotou um bando de bruxinhos?   - No  nada disso, Souza!
Essa voc j conhece,  Sheeba.       - E a, Sheeba! O Black aqui parou
de te enrolar, n, t sabendo!       - Esse  meu afilhado, Harry e seus
amigos, Rony, Hermione e Willy.       - Harry? AQUELE  Harry?  Que
barato, cara, que maneiro! Harry Potter veio aqui! Vou tirar uma foto! -
o Bruxo sacou uma varinha e fez aparecer uma cmera, tirou foto de Harry
e todos - Essa vai pra parede da fama! E ningum paga ingresso, falou?
Vo conhecer o zoolgico de graa, por conta do Souza aqui. Alis, eu
no me apresentei! Alcebades Souza, mas podem me chamar de Souza. Cara,
eu no te via... h uns dezessete anos, hein, Sirius! T meio branco,
mas t legal... no mudou muito no... E voc Sheeba, no mudou nada...
saudades de Hogwarts! Como vai o velho, vai bem?     Harry no podia
acreditar que o bruxo os tratasse como se fossem da famlia, depois
Sheeba disse que esse era o jeito dos brasileiros, bruxos ou trouxas.
Souza havia feito um intercmbio de dois anos em Hogwarts na poca de
Sirius e Sheeba , e agora, mesmo muito jovem para isso, era diretor do
parque zoolgico de criaturas mgicas do Brasil. Foram entrando no
parque guiados por ele.       Havia nichos imensos nas paredes, onde
ficavam jaulas sem grades, mas isoladas por feitios poderosssimos.
Dentro de cada nicho havia criaturas mgicas que Harry nunca imaginara,
e que no estavam no livro monstruoso dos monstros. Souza explicou que
estava esperando verba do ministrio da magia do Brasil h quinze anos
para editar um livro sobre as criaturas, mas at agora, no conseguira.O
zoolgico era uma iniciativa de bruxos para preservar criaturas mgicas
com as quais os homens estavam acabando Ele apresentou a primeira
criatura:     - Esse a  um boitat filhote - dentro do nicho havia uma
cobra negra com pontos luminosos, enorme, quase to grande quanto um
basilisco, dormindo. - ele vive 500 anos, mas s acorda de vinte em
vinte para comer, e come tudo que v pela frente, at cansar. A dorme
de novo por mais vinte anos... existem muito poucos na natureza agora...
esse a est dormindo h dez anos, nem sei o que eu vou dar para ele
comer quando acordar... mas ainda faltam dez anos, t tranqilo,
ainda...     - Agora, o curupira... - havia um ser verde que parecia um
ser humano, mas do tamanho de um menino de uns treze anos, com os ps
virados para trs e cabelos verdes at os ombros, tinha um belo rosto de
ndio - foi um custo conseguir convencer esse a a largar a floresta e
vir pra c... eu tive que prometer que ia proteger a mata da Tijuca...
ele era daqui mesmo. Tambm est em extino - o curupira piscou um olho
para Hermione - acho que ele gostou de voc, gatinha!      Hermione
olhou assustada para a criatura, que piscou-lhe novamente um olho. Rony
arrastou-a para o prximo nicho, e Souza comeou:         - Isso a 
uma caapora, a mulher do mato - havia um ser arrepiado e ruivo, com o
corpo todo pintado - ela odeia fogo, esto acabando com as terras dela
l no sul... o chato dos trouxas  esse: no sabem preservar nada!   A
criatura seguinte estava sobre uma pedra dentro de um lago com
cachoeira. Era uma sereia muito bonita, de cabelos negros e olhos
verdes, com uma grande cauda de peixe prateada . Nem bem os viu comeou
a cantar, uma msica suave, hipntica.  Ningum percebeu que Souza punha
protetores de ouvidos. Repentinamente, a sereia pulou no lago e Sirius,
Harry e Rony bateram de cara no feitio de impedimento. - H! H! -
Souza gargalhou - at hoje no vi um que no batesse nesse feitio
quando a Uiara pula na gua! O que ela tem de bonita tem de traioeira,
a sem vergonha... Ela canta desse jeito e quando v que no, o cara j
morreu afogado... Pior que ela s a me dgua, que at enchente
provoca, ainda bem que no tenho nenhuma aqui. Vamos indo que a prxima
 perigosa, no mostrem as unhas nem os dentes... ela  temperamental.
Havia uma criatura esquisita e disforme dentro do nicho seguinte,
parecia um cavalo, galopando descontrolada, mas no tinha cabea, e sim
um feixe de chamas que se moviam, dava saltos e piparotes, s vezes
rolava no cho como cachorro, emitindo grunhidos horrveis, as chamas
que soltava batiam no feitio, espalhando-se em imensas labaredas, no
havia nada no nicho alm dela, nenhuma vegetao. - Essa estressada a 
a mula sem cabea... Ela  um porre, d um trabalho pra gente. Acredita
que a gente teve que forrar o nicho dela com terra de cemitrio? - Harry
detestou a idia- e esse fogaru dela mata tudo que pra na sua frente,
mas ela no come nada, porque  uma alma penada. A isolamos melhor que
qualquer outro. Eu adoraria v-la longe daqui.     - Esse a - Souza
indicou o nicho seguinte onde havia uma caverna dentro da qual se
enxergavam dois olhos amarelados brilhando no escuro -  outro chato.
At hoje a gente no conseguiu descobrir como  a cara do tal do chupa
cabra, Sirius! Minha equipe pegou ele l em Minas Gerais numa armadilha
(botamos um guaxinim no lugar dele para enganar os trouxas) e ningum
conseguiu abrir a caixa. Quando colocamos ele a dentro, voou feito uma
bala para a caverna e fica l desde ento.  Acho que eu vou trazer o
Hagrid aqui para ver se esse bicho se entende com ele... A nica coisa
horrvel mesmo  o grito dele.      Depois de caminharem algum tempo,
vendo dezenas de outras criaturas estranhas, chegaram ao maior nicho,
onde umas trs dezenas das criaturinhas que Harry mais gostou no
zoolgico brincavam na maior algazarra. Pareciam meninos, eram negros e
pequenos, do tamanho de crianas de quatro anos ou menos, tinham apenas
um perna e usavam um gorro vermelho e um cachimbo, ao verem os
visitantes vieram saltitando,  gritando Pito! Pito! Pito!  - Eles
esto pedindo fumo na lngua deles - disse Souza - Ainda est muito
cedo, seus viciados! Estes so Sacis, alguns gostam de chamar de duende
brasileiro, gnomo brasileiro, mas eu que os conheo bem, chamo s de
saci mesmo... eles so terrveis! Fazem baguna com tudo, e adoram
enganar os trouxas...  uma das poucas criaturas que no est em
extino por aqui, at porque eles se reproduzem com uma facilidade
imensa... cada vez que voc diz acredito em saci voc faz nascer algum
em algum lugar... eu vivo dizendo isso. Porque os adoro... no canso de
tentar estud-los, mas eles no colaboram muito.   - Eles so
domesticveis? - perguntou  uma esperanosa Willy.  - No gatinha. Se
voc leva um pra casa, at consegue prend-lo numa garrafa, mas cada vez
que algum que no  voc olha para ele, ele vira pedra... depois, se
no tem ningum olhando, vira saci de novo e fica te mostrando a
lngua... eles so muito mais divertidos assim.        Depois de
almoarem com Souza, que se despediu como se fossem parentes e disse que
 noite sairiam por conta dele. Passearam at a noite, quando foram
encontrar Souza num lugar chamado Escola de Samba . Na verdade, nada
tinha de escola,  era uma espcie de festa, onde havia muitas pessoas
danando ao som de uma msica diferente de qualquer outra que Harry j
tinha ouvido. Muitos homens batucavam juntos em tambores, pareceria uma
orquestra, no fosse a msica completamente diferente. Algumas moas de
shorts minsculos danavam de um jeito que fez Rony, Harry e Sirius
ficarem de queixo cado, levando um safano cada um.         Ningum se
animou a tentar copiar a dana, que Souza executava com perfeio, rindo
e chamando-os de gringos no samba. Quando chegaram ao carro, Sheeba
lembrou-se que no armara a casa em lugar nenhum, e para espanto de
todos, Souza os convidou para arm-la no parque. Eles dormiram ouvindo o
barulho dos Sacis e o grito arrepiante do Chupa Cabra.         Todos os
dias foram de festa, at o ltimo, em que foram conhecer a casa de
Sobrenatural de Almeida, que no era uma casa, e sim um cemitrio!
Sheeba os levou por um porto, onde Harry leu: Cemitrio So Joo
Batista, passaram por alguns tmulos, at que chegaram num, sem
inscrio nenhuma. Sheeba bateu e uma voz triste respondeu, quando ela
se anunciou, o tmulo se abriu, entraram no que parecia ser uma casa,
debaixo da terra. Um fantasma esquisitssimo, com cara chupada e uma
camisa verde, branca e gren veio receb-los. A casa no tinha cmodos,
s um poleiro onde uma coruja amarelada e caolha descansava.
Sobrenatural era um fantasma muito culto e bem falante, perguntou pela
Murta, uma simptica alminha!, e pelos outros fantasmas de Hogwarts,
ento desatou a reclamar de como punham nele a culpa das coisas no
Brasil.   - Veja bem, a seleo de futebol perde, a culpa  minha,
chove, a culpa  minha, h seca, a culpa  minha... dizem que tudo 
culpa minha... Esses trouxas brasileiros so msticos demais! Eu
gostaria que eles fossem um pouco mais trouxas, sabe? Assim me sentiria
menos culpado... j no basta o Fluminense perder toda vez que eu vou
ver o jogo dele?     Depois que saram do cemitrio, Harry perguntou a
Sheeba o que era Fluminense, e ela disse:     - Um time de futebol... o
Sobrenatural adora futebol, mas parece que no d sorte... toda vez que
vai ver algum time jogar, o time perde inexplicavelmente.       - E
porque eles o culpam?       - Acho que eles acreditam demais nele... 


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                               Captulo 6
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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Captulo 6 : O Roteiro de Sirius 

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Para tristeza de todos, deixaram o Brasil no fim de semana, mas Souza os
fez prometer voltarem no ano seguinte, quando ele os levaria  Amaznia,
para conhecer a tribo mgica dos ndios caiporas, os bruxos mais antigos
do Brasil, que estavam por l h pelo menos mil anos, e ainda enganavam
os trouxas.

Viajaram um dia quase inteiro, o que dentro do trailer no era ruim, mas
em certos momentos cansava. Ainda mais sabendo que por problemas de fuso
horrio, mesmo tendo sado do Brasil  noite chegariam  ilha no
anoitecer do dia seguinte. Estavam viajando h quase oito horas, Rony e
Hermione dormiam (Harry ainda no chegara a uma concluso se haviam ou
no voltado o namoro) e ele e Willy j estavam cansados de jogar o
joguinho dela, que jogou a tela de vidro e a varinha para o lado,
dizendo:

- Nossa! Essa ilha do Sirius deve ser no fim do mundo!  

-  em algum lugar do pacfico, pelo que eu entendo de geografia,  bem
longe do Brasil.         

- Harry, quem voc levaria para uma ilha deserta?       

- O qu?        

- Essa  uma pergunta idiota que eu ouvi uma vez...     

- Ah! Acho que eu levaria vocs... todos vocs.         -

E se s pudesse levar uma pessoa? - Harry repentinamente olhou para
Willy e viu nos olhos da menina algo que ele no entendia... ou melhor,
no queria entender.        

- Eu acho que levaria Voldemort.        

- Voldemort? - Willy pareceu decepcionada.      

- , assim acho que eu e ele resolveramos esse problema, sabe? Eu sou o
problema dele, o grande problema de Voldemort. Se pudssemos resolver
este problema, mas resolver de vez mesmo, acredito que eu poderia...
quer dizer, se eu sobrevivesse, eu poderia me preocupar em ser apenas
Harry Potter.

- Voc queria que ele morresse?         

- Difcil no querer... mas acho que eu queria que ele nunca tivesse
existido, o que  diferente.        

- Se ele no tivesse existido, talvez no estivssemos aqui.    

- Talvez estivssemos com nossos pais, que estariam vivos.      

- Mas ele existe, Harry. E ns  temos que viver com isso...     

- Voc est com fome? Tem uns sanduches aqui... - Harry abriu um
compartimento onde Sheeba havia posto uma dzia de coisas para um
lanche, prevenindo-os que no iriam parar at a ilha. Ele e Willy
ficaram comendo sem se olhar. Repentinamente ela estendeu a mo em
direo ao rosto dele, que pulou.

- Que foi, Harry? S queria tirar uma migalha aqui do lado da sua boca -
Willy parara com a mo a um centmetro do rosto dele.        

- Eu me assustei... pode tirar - ela riu e tirou a migalha do rosto
dele. Nesse momento eles se encararam. Harry no podia tirar seus olhos
do rosto de Willy, uma fora, algo os atraa para ela (mgica?). Um
silncio bastante incmodo e significativo pairava entre eles. Willy
ainda estava com a mo no seu rosto.

- Esto brincando de esttua? - a voz de Rony fez com que os dois
pulassem.

- Rony, voc quer nos matar do corao? - perguntou Harry, pensando Por
que, por que no  fcil como foi com Bianca? 

[]         

Quando finalmente chegaram  ilha, j estava anoitecendo. Haviam voado
por doze longas horas. Sheeba armou rapidamente a casa, conjurou uma
porta na frente, porque ali no havia problemas de segurana, e foi
cuidar do jantar, agora ela teria que cozinhar, mas isso no era
difcil, porque a casa fazia a parte mais chata do servio. Smiley saiu
da casa, dizendo-se cansado... vendo Sheeba entrar, foi atrs. Sirius
conjurou rapidamente mesas, cadeiras e espreguiadeiras para verem o por
do sol. Ento sumiu na casa e trouxe Sheeba, que veio sob protesto.     

- O jantar pode esperar. O pr do sol no espera. - ele puxou-a para um
espreguiadeira larga, e os dois deitaram-se abraados. Sheeba apoiou a
cabea no ombro dele e ficaram olhando o pr do sol. Harry olhou-os
sentindo-se feliz pelos padrinhos. Pensou que quando gostasse de algum,
teria de ser daquele jeito,  ento, sentiu um olhar sobre ele e viu
Willy, um pouco alm, sentada num lugar onde j estava escuro, Hermione
estava ao seu lado. Ele queria ir at ela, mas seus ps no o
obedeceram, e ele ficou onde estava, ao lado de Rony, que perguntou
baixinho:

- Porque voc no tenta alguma coisa com Willy, Harry? Est na cara que
ela gosta de voc.        

- Rony, eu no consigo! No entendo porque, mas no consigo! E voc,
est ou no com Hermione? 

- Ainda no decidimos! Do jeito que est, ns no brigamos... mas ela
tambm no me beija, o que  um saco! Sabe o que eu acho que a gente
deve fazer?

- O qu?        

- Perguntar a Sirius. De ns trs, ele parece ser o mais bem sucedido.  

- No  para menos Rony, ele tem trinta e seis anos!    

- Por isso mesmo, pode nos dar umas dicas... 

[]         

No dia seguinte, nem bem amanheceu e Harry foi acordado por uma luz
intensa invadindo o quarto, Sirius puxava a cortina para acordar ele e
Rony, usava um macaco de surf, com um creme branco espalhado no nariz e
em parte do rosto, disse a ambos:

- Acordem, vamos aprender a surfar. Vocs vo adorar!   

Rony adorou, Harry, decididamente, no. Mesmo com uma prancha encantada
por Sirius, Harry era o pior surfista da face da terra, perdeu a conta
das vezes que desabou da prancha e engoliu mais gua salgada que
imaginaria poder, ralando-se na areia do fundo. Rony ao contrrio, desde
que subira na prancha, aprendera facilmente a fazer os mesmos movimentos
de Sirius, inclusive levantar vo da gua e dar a volta suavemente pelo
ar... Harry acabara de tomar seu vigsimo quinto caixote, rolando na
areia, dando graas a Deus que no perdera ainda os culos de grau
escuros que Sirius lhe dera, quando caiu bem aos ps de Willy, que
entrava na gua.

- Kakaka! Eu nunca imaginei que voc fosse to ruim!    

- Na verdade - disse Harry erguendo-se e tentando manter alguma
dignidade - Eu no sou realmente ruim... sou horrvel! - Ps os culos,
que tentara limpar inutilmente e encarou Willy, que ainda ria. Ela
estava de biquini, parada  frente dele, que no pde deixar de pensar
Uau!.

- Kakaka! J que voc  horrvel... me empresta a prancha para eu
tentar?

- Tudo bem,  sua - Harry ficou imaginando se Willy iria beber tanta
gua quanto ele. Mas depois que Willy remou na prancha at Sirius e
comeou a surfar com uma facilidade desconsertante, Harry foi
refugiar-se debaixo da barraca de Sheeba, que no estava l. Encontrou
Hermione, lendo um livro grosso.

- Hermione, voc no descansa?  

- Harry, eu preciso estudar, este ano vou ter menos tempo... Voc sabe,
agora eu sou monitora...         

- Voc  monitora?      

- Rony no te disse? Eu passei na prova no fim do semestre.     

- Ele no me disse... E vocs dois?     

- Harry, eu no quero falar sobre isso... acho que eu no tenho tempo
para namorar. Tenho que me dedicar aos estudos e...   

- Hermione, do que voc est fugindo?   

Hermione no pde dar a resposta, neste exato instante os dois deram um
pulo quando um enorme tigre branco saiu de dentro da mata atrs dele com
alguns coelhos seguros na boca. Ambos gritaram, no exato instante que o
tigre transformou-se em Sheeba, que ria muito.  

- Ser que vocs no perceberam que era eu?     

- Sheeba! Quer nos matar?  - disse Hermione ofegante ainda do susto. - O
que voc estava fazendo no mato transformada em tigre?   

- Caando coelhos para o jantar... Eu queria fazer algo diferente, j
que ele - apontou com o queixo na direo do mar - s pensa em surfar,
algum tem que sair para caar... e como tigre sou bem melhor nisso.


No continuaram a conversa sobre Hermione e Rony, pois ela no deu
oportunidade, preferiu falar do que sabia sobre o prximo semestre, j
que monitores tinham acesso a algumas informaes que os outros alunos
no sabiam.

- Sirius vai lecionar defesa contra artes das trevas.   

- Mais um motivo para deixar Snape insatisfeito...      

- Harry, eles fizeram as pazes.         

- Voc acredita nisso mesmo? Na primeira oportunidade, eles vo se
desentender de novo.   

- Sheeba vai dar aulas de adivinhao. Seus dois padrinhos vo ser seus
professores, Harry!  

- timo!        

- Teremos tambm uma atividade extracurricular opcional.        

- Qu?  

- Teatro. Vai ser um antigo professor nosso que vai coordenar.  

- Que professor? Lupin? - Harry tentou imaginar Lupin com uma caveira na
mo interpretando Hamlet, e no conseguiu.        

- No, o professor Lockhart.    

- O qu? Como Dumbledore tem coragem de chamar aquele enganador para dar
aulas em Hogwarts?       

- Na verdade, acho que foi por pena... Ele ficou dois anos no hospital
St Mungos recuperando-se daquele feitio de memria... depois quando
saiu, foi processado pela Floreios e Borres, que teve mais de vinte mil
livros dele devolvidos, eles pagaram uma advogada bruxa que 
simplesmente implacvel... Marsha Cage Fish... bem, ela o deixou na
misria e ele estava vivendo na casa do bruxo carente at que Dumbledore
teve pena dele, e decidiu cham-lo para voltar a Hogwarts. Como
Dumbledore sempre quis criar um grupo de teatro amador na escola, voc
sabe que ele ama arte...    

- E jamais confiaria naquela besta do Lockhart para lecionar nada srio.

- Ou isso, enfim, ele salvou o professor da falncia total. Alm dessa
h outra novidade...     

- Mais uma?     

- H alguns anos, Hogwarts tambm costumava receber pesquisadores,
principalmente quando o voc-sabe-quem...      

- Hermione, voc j esteve frente a ele algumas vezes... ainda o chama
assim? - Ah, Harry, no enche, na poca em que ele estava com sua fora
plena, os maiores cientistas bruxos costumavam refugiar-se em Hogwarts
para poderem fazer suas pesquisas em segurana... um deles desapareceu a
alguns anos, mais precisamente pouco antes de.. de..       

- De Voldemort cair?    

- Isso, ele pesquisava uma mquina do tempo.    

- Isso no foi inventado?       

- No dessa forma, no  como um vira-tempo, que volta algumas horas,
ele pesquisava uma mquina complexa, de viagem no espao e no tempo, que
estava quase finalizada. Bem, ele chegou a Hogwarts no ano em que...
Voldemort caiu, tinha medo que sua inveno fosse roubada por ele.  

- E a?         - Desapareceu um ms antes da queda dele, ningum soube
onde ele estava at o ms passado.       

- Onde ele estava?      

- Duzentos anos no passado. Viajou para l, mas no teve sorte, queria
se transportar para um lugar onde Voldemort no o alcanasse e acabou
sendo morto por lobos... Seu corpo foi descoberto por um pesquisador
numa cabana longe da civilizao, ao lado da mquina e do dirio de
bordo dele no ms passado, e uma equipe levou-a a Hogwarts, onde esto
tentando faz-la funcionar de novo.

- Coitado do cientista! Fugir de Voldemort e morrer atacado por lobos!
Qual o nome dele?   

- Amos Taylor. Os cientistas que esto estudando a mquina so dois: um
russo, Olek Chenimsky e um romeno, Wassily Amanoff, que  o chefe da
equipe e foi assistente de Taylor h quinze anos atrs, quando ele
desapareceu.

- Parece que teremos um semestre agitado... voc vai se inscrever nas
aulas de teatro?  

- Harry, eu no tenho tempo para isso, ok? 

[]         

Depois do jantar, quando comeram na mesa que Sirius armara do lado de
fora os coelhos que Sheeba assara,  ela chamou as meninas para
mostrar-lhes os figurinos novos que Liza LionHeart mandara sobre a
ltima moda em vestes de inverno para bruxas elegantes, e Harry ficou
conversando com Sirius e Rony, olhando o mar escuro, sentados em
espreguiadeiras.         

- Harry - disse Sirius espreguiando-se, com um riso - creio que voc
hoje me fez passar a maior decepo de minha vida... nunca pensei que
algum to bom na vassoura pudesse ser to ruim no surf!   

- Bem, eu acho que voc vai ter que se conformar em surfar com Willy e
Rony enquanto eu tomo banho de baldinho na beira dgua... talvez eu
aprenda a fazer bonitos castelos de areia, quem sabe?    

- Achei algo que eu fao melhor que Harry! - disse Rony, satisfeito.    

- No esquea que voc tambm me ganha no xadrez, e normalmente, de
muito!

- Mas em outro campo os dois esto empatados - Sirius tinha um sorriso
muito cnico no rosto - e em zero a zero! O que vocs esto esperando
para namorar duas das meninas mais bonitas e inteligentes de Hogwarts?


- Ora, Sirius, no  fcil como parece...       

- Conversa fiada, Harry! Quando eu quis namorar Sheeba, eu fui l e
disse a ela: Largue seu namorado idiota...         

- Sheeba tinha um namorado quando vocs comearam?      

- Na verdade, no tinha mais, eles j tinham terminado, mas ele ainda
gostava dela, bem eu disse...         

- Quem era o namorado dela, Sirius?     

- Isso importa? Eu tambm tinha uma namorada, bem, ento eu disse...    

- Quem voc namorava, Sirius?   

- Vocs querem deixar eu contar a histria? - Sirius olhou para os dois
lados antes de dizer bem baixo: - eu namorava a tia de Willy.       

- Sarina?       

- No! Artmis! Mas eu disse a Sheeba...        

- Quem era o namorado dela afinal?      

- Ah, droga, era Lcio Malfoy.  

- Sheeba namorou Lcio Malfoy? - Harry simplesmente no podia acreditar.
Achava que Sheeba sempre odiara o pai de Draco.        

- Na verdade acho que ela fez isso para me irritar... mas eu disse a
ela: Largue aquele babaca do Malfoy, eu sei do que voc precisa,
precisa de um homem de verdade, e eu sou esse homem!   

- E aquela histria do campo de quadribol, Sirius? Aquela que ela nos
contou?

- Ah, aquilo foi depois...      

- Ento ela no largou Malfoy para ficar contigo quando voc disse
aquilo para ela?     

- Bem, na verdade ela largou o Malfoy, mas demorou um pouco para admitir
que estava apaixonada por mim... Mas quando ela admitiu, no dia daquele
jogo de quadribol, bem eu fiz algo fantstico com ela...   

- O QU? - Harry e Rony perguntaram ao mesmo tempo.     

- Bem, quando eu a beijei, eu fiz cair um raio, o cu estava azul, eu
juro, mas caiu um raio na torre norte. E ns levitamos...         

- Como na boate em Nova Iorque?         

- Um pouco mais alto, talvez uns trs metros... e todas as corujas de
Hogwarts, e algumas andorinhas num raio de alguns quilmetros,
levantaram vo ao mesmo tempo.     

- Uau! Como voc fez isso? - Rony estava maravilhado    

- Na verdade, isso  uma emisso mgica involuntria... qualquer bruxo
pode fazer... alguma vez quando voc esteve em perigo, no aconteceu
algo mgico, quando vocs eram crianas, por exemplo?     

- Bem, - Harry disse lembrando-se de alguns episdios da sua infncia -
uma vez eu fui parar no teto do colgio.. e teve a vez no zoolgico,
quando eu fiz o vidro da jaula de uma cobra desaparecer... e meu cabelo
j cresceu em uma noite...

- E eu - disse Rony - uma vez fiz um sapo de chocolate explodir na boca
de Fred porque ele me pregara uma pea.         

- Viram? Essas so emisses mgicas involuntrias, ns usamos varinhas
para canalizar a energia mgica que possumos, mas s vezes nossas
emoes e sentimentos podem aflorar de uma vez sob forma de mgica. Isso
vai ficando cada vez mais raro na idade adulta porque aprendemos a
controlar nossos poderes, mas ainda assim, pode acontecer. Muitos bruxos
desarmados ganharam duelos graas a uma emisso mgica causada pelo
medo.

- Sirius, - Harry procurou ser o mais cuidadoso o possvel para fazer a
pergunta que o estava intrigando - voc no tem famlia? - o sorriso de
Sirius desapareceu       

- No, no tenho mais. Eu sou o ltimo dos Black. Na verdade, eu tinha
um irmo, dois tios e pais... mas eles morreram, todos morreram.  

- Desculpa, eu no queria te chatear.   

- No,  melhor saber por mim... bem, meu pai era muito rico, Harry. Ele
era um bruxo comerciante, e tinha at negcios com trouxas, em Nova
Iorque, eu tinhas tios que cuidavam deste negcio, mas eles morreram, e
meu pai mandou Caius, meu irmo, para l tambm. E ele morreu l. Tinha
vinte anos, eu tinha treze e estava em Hogwarts quando aconteceu.       

- E o que aconteceu?    

- Ele foi enterrado em Devonshire... meu pai no fazia f em mim... e
demonstrava isso, eu no era considerado bom o suficiente, no era mau
aluno em Hogwarts, mas era extremamente indisciplinado... e quando meu
pai foi chamado porque eu quase provocara a morte de Snape, ele disse
que eu era a vergonha da famlia. Ele e minha me morreram quando eu
estava em Azkaban... acreditando que eu era culpado. Eles me deixaram
uma fortuna, apenas porque no havia mais ningum para deixar. Eu nunca
liguei para o maldito dinheiro da famlia Black. Vendi todas as
propriedades da famlia, e vendi barato, menos duas. Esta ilha e aquele
maldito galpo em Nova Iorque.  

- Por qu?      

- Porque meu irmo morreu defendendo aquele lugar.      

Nem Harry nem Rony tiveram coragem de perguntar mais nada. 


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                               Captulo 7
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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[] [1] 
 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 7 : Promessas Idiotas e suas Consequncias 

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Duas semanas numa ilha deserta passam surpreendentemente rpido, quando
voc est se divertindo. Quando viram, j era hora de voltar. Voltaram
trs dias antes do fim das frias. Ainda tinham que deixar Rony,
Hermione e Willy em casa, para que eles pudessem se despedir de seus
familiares antes de voltar para Hogwarts, e precisavam de pelo menos um
dia para se adaptar ao fuso horrio.  Hermione foi a primeira, depois
deixaram Rony. Harry e Willy ficaram sozinhos no trailer. Willy
deitou-se ocupando duas poltronas, sorrindo para Harry:   

- Kakaka! No  timo ter tanto espao s pra gente?    

-  - Harry tentou sorrir, espalhando-se na poltrona tambm, olhando
Willy fazer um brao de travesseiro.        

- Harry, voc gostou das frias?        

- Foram as melhores da minha vida... ano que vem espero que Sirius e
Sheeba repitam tudo... eu nunca sonhei conhecer lugares como Brasil e
Nova Iorque... nossa, isso  fantstico...  - Harry reparou que Willy o
olhava sria - O que foi, Willy? Voc no gostou?     

- Gostei demais... estou triste porque acabou... voc, Hermione e Rony
so meus nicos amigos em Hogwarts... e ns somos de casas diferentes,
rivais entre si, somos de sries diferentes... j estou pensando a
misria que vai ser meu ltimo ano em Hogwarts. Sozinha... Alis, nem
vou precisar chegar ao ltimo ano... assim que as aulas comearem, vocs
vo estar muito ocupados, no vamos conviver.

Harry pensou um instante... de certa forma ela tinha razo... mal
conseguia conviver com alunos de sua prpria casa mais jovens, como Gina
e Colin, que mal via... que dir com Willy, que era da Sonserina,
imaginou-se tentando conversar com ela entre as gozaes de Draco
Malfoy, dizendo que ele estava paquerando um elfo domstico... Harry
levantou-se de sua poltrona e foi para junto de Willy. Ela sentou-se e
ele sentou ao lado dela. Ele tinha vontade de pegar na sua mo mas no
conseguia...

- Escute, Willy, eu quero continuar sendo seu amigo... voc  sem sombra
de dvida a melhor pessoa que j pisou na Sonserina... No importa que
sejamos de anos diferentes, vamos continuar nos esbarrando - Harry teve
uma idia, uma idia que lhe pareceu cretina, mas era uma idia -
Escuta, Willy, voc j pensou em fazer Teatro?

- Teatro? Que idia maluca, Harry!      

- Eu soube que vai ter um grupo de teatro amador em Hogwarts, eu
adoraria participar, e voc? - mentiu descaradamente, e sabia disso.


- Kakaka! Teatro! Eu adoraria, Harry.. mas como voc vai ter coragem,
quer dizer... voc  to... tmido.   

- D para notar? - Harry estava extremamente desapontado consigo mesmo  

- A quilmetros de distncia, ela disse rindo. Quer ver s? Harry, j te
disseram que seus olhos so lindos?      

- H? - Harry instintivamente olhou para o lado e para baixo    

- Viu? Eu no disse? - E eu j te disse, Harry, que eu adoro o jeito que
seu cabelo arrepia atrs? Que adoro essa cor preta dele? - Harry
continuava olhando para baixo, sentia suas orelhas queimando.  

- Willy... eu...        -

E que eu adoro essa covinha que faz aqui do lado quando voc sorri?
Harry, alguma vez eu te disse o quanto eu te acho... bonito?  

- Willy, pare com isso...       

- Kakaka!  brincadeira, Harry! - Harry sentiu como se um balde de gua
gelada acabasse de ter sido jogado diretamente sobre sua cabea.        

- Ento, voc me acha horrvel?         

- No. Eu s disse a verdade, Harry. Mas acho que voc no tem aptido
nenhuma para fazer teatro... - Harry encarou-a. - Se voc no quiser
fazer teatro, no faa s para eu no me sentir sozinha.  

Harry queria dizer: Eu faria qualquer coisa para voc no se sentir
sozinha, mas apenas disse:   

- Eu vou fazer teatro... nem que seja para perder essa maldita timidez!

- Ento nos veremos nas aulas de teatro!        

- Claro! - caiu um silncio incmodo sobre os dois. Os olhos de Harry
percorriam o rosto de Willy. Ela sorriu, desconcertando-o.         

- Harry, eu realmente te acho bonito.   

- Eu tambm te acho linda, Willy. - S Harry sabia o quanto custara
dizer essa frase! Ela sorriu mais ainda.  

-Verdade?       

- Absoluta.     

Neste momento, a porta abriu-se de um golpe, e Sirius apareceu sorrindo:

- Chegamos, Senhorita, Fischer! E pelos rostos de vocs, em pssima
hora!

- Sirius! - disseram os dois ao mesmo tempo     

Depois que Sheeba extraiu com sua varinha a bagagem de Willy de dentro
da sua valise que era a casa, Willy ficou acenando para eles, Harry
ficou na janela do trailer, olhando-a enquanto ia diminuindo com a
distncia... na sua cabea, ia um pensamento, que iria aquec-lo pelos
dias que faltavam para retornar a Hogwarts: Ela me acha bonito! 

[]         

Quando finalmente chegou o dia de retornar a Hogwarts, Harry foi para
estao esperar o trem da escola, para rever seus amigos. Sentiu o
corao acelerar quando, mesmo no escuro e frio anoitecer da estao de
Hogsmeade, escutou o expresso de Hogwarts se aproximando. Ento,
finalmente a reluzente locomotiva vermelha surgiu no horizonte. Sirius,
Sheeba e Hagrid estavam ao seu lado. Sheeba deu-lhe um beijo no rosto:

- Nos vemos na escola, querido. - Sirius sorriu e disse-lhe, baixo:     

- Lembre-se do que eu te falei...       

Em minutos, estava junto  sua turma, dirigindo-se para Hogwarts.
Entraram no grande salo, e Harry sentiu-se em casa, como sempre
acontecia quando os grandes portes do castelo se abriam. Sentou-se
entre Rony e Simas Finnigan. Hermione estava com um reluzente crach de
monitor, o queixo ligeiramente erguido. Harry achou-a um pouco metida.
Mesmo sem querer, olhou para a mesa da Sonserina, de onde Willy acenou
alegremente. Usava novamente a veste velha e o cabelo preso. Acenou de
volta e viu de relance quando Draco apanhou o gesto no ar e deu a ele um
olhar irnico e malicioso. Harry apertou os olhos e Draco ps uma mo no
corao e outra na testa, como quem simula um desmaio de amor.      

A cerimnia de seleo comeou, mas Harry no conseguia prestar muita
ateno, estava olhando para a mesa dos professores, onde Sirius e
Sheeba estavam sentados lado a lado, e, ele tinha certeza, de mos
dadas. Ao lado de Sirius, Snape com sua tpica cara de poucos amigos...
e ao lado dele estava o Prof. Lockhart, ou melhor, uma sombra do que ele
fora. Estava mais magro e plido, no parecia mais usar maquiagem...
usava ainda as mesmas vestes coloridas da poca que fora um vaidoso
professor, mas elas estavam bem surradas (Harry julgou ver um furinho na
costura lateral) , mas a maior diferena, estava nos cabelos... Em vez
da vasta cabeleira encaracolada, ele tinha agora os cabelos louros ainda
longos, mas mais ralos e lisos, seu corte de cabelo estava to pattico,
que uma espcie de franja cobria-lhe os olhos, fazendo-o ser obrigado a
soprar os fios para cima de vez em quando. S o queixo proeminente e o
sorriso, que ele dava de vez em quando, eram os mesmos.

Numa mesa separada,  esquerda da mesa dos professores, Harry pde ver o
que julgou serem os pesquisadores da mquina do tempo: um rapaz bem
jovem, de no mximo 25 anos, de cara comprida e nariz fino, cabelos
negros e olhos castanhos debaixo de grossas sobrancelhas que se juntavam
no meio, sobre o nariz. Usava culos de aros grossos e Harry no foi com
a cara dele de imediato. Havia tambm um bruxo obeso e suado, de cabelos
louros escuros e bigode avermelhado, o que lhe lembrava tio Vlter,
tinha pulsos grossos e mo de dedos curtos.

Dumbledore anunciou as novidades do semestre, dando especial nfase 
presena dos pesquisadores, pedindo aos alunos que tudo fizessem para
manter um ambiente silencioso no corredor do sexto andar da ala leste,
onde ficaria o laboratrio. E aproveitou para avisar que no dia seguinte
abririam as inscries para quem quisesse participar do grupo de teatro
amador de Hogwarts, que seria coordenado pelo professor Gilderoy
Lockhart, que to gentilmente aceitara a tarefa de injetar arte nos
alunos da escola.   -

Conversa fiada! - sussurou Harry para Rony - Dumbledore est com pena
dele, ele estava falido!  

- Merecidamente! - Rony riu - ningum vai se matricular nesta porcaria.

O sorriso de Harry desapareceu, porque ele lembrou-se da promessa idiota
que fizera a Willy.        

- Rony... eu vou me matricular.         

- Voc o qu?   

- Vou fazer as aulas... prometi a Willy!        

- No acredito que voc fez isso... Harry o que deu em voc?    

- Droga! Eu prometi, pombas.    

- Ah! Dezesseis anos e j fazendo loucuras por causa de uma garota...
Harry Potter, as mulheres o levaro  runa!  

- Matricule-se comigo!  

- Nem pensar!   

- Por favor!    

- Nunquinha!    

- Eu te dou minha prancha de surf! E a roupa de surf que Sirius me deu  

- Grande coisa, voc no usa!   

- Eu deixo voc voar na Firebolt quando voc quiser! Quer dizer, menos
quando eu tiver treino!   

- Hum, voc me d a prancha de surf  e deixa eu andar na firebolt?      

- Feito.        

- Feito, ento.         

Harry e Rony no sabiam a encrenca onde estavam se metendo... 


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                               Captulo 8
                                    
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Captulo 8 : Primeiras Aulas 

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Harry e Rony tinham ido se matricular com o professor Lockhart quando
viram Willy, que abriu um sorriso.   

- Vocs tambm vo fazer teatro?        

- Claro, Willy - disse Rony - O professor Lockhart no sabe o talento
dramtico do nosso amigo aqui... no  mesmo professor?   

- Amigo? Oh! Potter! Harry Potter! Voc vai se inscrever na minha
matria? Que maravilha! Que coisa incrvel!     

- Er... obrigada professor...   

- Pena que por enquanto vocs so os nicos - Lockhart estava pattico,
com aquele cabelo caindo pela face e uma veste de mangas rendadas
pudas. - gostaria de ter mais alunos...  

- Vocs podiam falar com Hermione - Willy olhou-os esperanosa.         

- Ela no pode - Harry disse - agora  monitora e tem muitos
compromissos!

- Eu gostaria de me matricular - uma voz montona e arrastada atrs de
Harry fez com que ele pensasse oh, no!!        

- Oh! Pois no? - Lockhart parecia ansioso.     

- Ponha meu nome a, Lockhart - Malfoy sorria, cnico - e de meus amigos
Crabble e Goyle tambm.         

- Eles nem sabem falar, Malfoy - disse Rony - vo representar o qu?
rvores?

- Ns temos interesse em expandir nosso nvel cultural... e estamos
interessados no incentivo que o professor Dumbledore acabou de
anunciar...quem aderir ao grupo vai ter direito a um ponto em histria
da magia... achamos bom ter um ponto a mais...   

- Oh! Dumbledore  um santo - Disse Lockhart, comovido.         

Logo depois desta entrevista, dezenas de alunos se inscreveram para o
grupo de teatro, praticamente a escola inteira, menos Hermione e alguns
outros estudiosos que no precisavam de incentivo. Lockhart acabou
marcando um teste para sexta-feira para selecionar apenas os melhores...


[]         

A primeira aula que tiveram foi transformao. A prof McGonnagal estava
empenhada em ensinar transfigurao pessoal, que consistia em mudar
caractersticas fsicas como cor dos olhos, dos cabelos, da pele, sem
precisar de poes.

- Notem bem que esse tipo de transfigurao no muda suas feies... Mas
pode ser muito til para passar desapercebido por um determinado lugar
onde s haja pessoas diferentes de vocs - a professora fez um pequeno
movimento com a varinha e rapidamente se transformou numa negra, com
cabelos crespos, mais um breve movimento, ficou loura de olhos azuis,
depois com mais um movimento, tornou-se ruiva de olhos verdes.

Quando comearam a praticar, Hermione como sempre foi a primeira a obter
sucesso, tornando-se uma menina loura de olhos azuis. Harry tentou fazer
seus cabelos ficarem mais curtos e castanhos, mas em vez disso, seus
cabelos cresceram a ponto de cobrir-lhe os olhos, e chegaram ao seu
queixo, mas ficaram bem mais lisos... a cor era algo entre amarelo palha
e verde limo, mas ele no desanimou. Rony tentava mudar a cor dos olhos
e da pele, de repente ficou cor de tijolo, com um olho cor de mel e
outro azul e os cabelos verdes.       

- Rony, voc est horrvel!     

- E voc est parecendo uma planta que ficou tempo demais no sol! Acho
melhor tentarmos de novo... - Quando voltaram rindo ao normal, Rony
captou um olhar de descontentamento vindo de Hermione... achou que era
quase um olhar de desprezo.

- Harry, j sei porque Hermione no quer me namorar - ele disse baixo.  

- Qual o problema?      

- Eu no sou perfeito o suficiente para namorar uma monitora. 

[]         

A primeira aula de Sirius foi assustadora. Entraram na sala de aula e
viram que havia ao lado dele uma espcie de espantalho de palha seca,
com uma face mascarada. Sobre a mesa haviam facas e estacas de madeira e
prata, e um machado afiadssimo, com lmina de prata. Sirius estava
sentado num banco alto, ao lado do boneco de palha.  

- Muito bem, para os que no me conhecem, meu nome  Sirius Black... Mas
no precisam me chamar de senhor ou professor... chamem-me apenas de
Sirius. Este ano vamos entrar em defesa avanada contra criaturas das
trevas... o que significa dizer que vocs vo aprender a se defender e
atacar vampiros, zumbis, mortos vivos, monstros aquticos e o pior: as
sete classes de demnios.

A turma estava num silncio medonho, quando Sirius comeou:     

- Para entender o que  um vampiro, precisamos compreender que eles no
tem mais espcie alguma de alma... portanto, no  crime nem falta de
compaixo mat-los. E eu insisto: se cruzarem com um vampiro, qualquer
um, no importa qual, no o deixem vivo.   

- Algum pode me dizer como se reconhece um vampiro, sabendo que vocs
estudaram isso ano passado?  - Como de hbito, Hermione levantou a mo,
junto com Simmas Finnigan. Sirius, que j conhecia a fama de Hermione,
deu preferncia a Simmas, que parecia ser um aficionado por vampiros.


- Bem, vampiros nunca saem de dia, pois o sol os mata. No respiram,
pois seus corpos esto mortos, mas no se decompem como os zumbis. No
se refletem em espelhos, nem aparecem em fotografias, no gostam de
cheiro de alho, embora este no faa a eles mais que queimar
ligeiramente sua pele, no entram em qualquer espcie de templo
religioso, detestam smbolos de devoo referentes a qualquer religio,
embora estes no os matem, temem muito a f de algum, que  a maior
arma contra um vampiro,  no podem tocar em gua, no tocam em prata em
hiptese alguma e principalmente, no entram em lugar algum se no
tiverem sido convidados.

- Perfeito. Por que tamanho interesse?  

- Gosto do assunto.     

- No goste. Vampiros no merecem que gostemos deles. Algum sabe como
se mata um vampiro? Hermione ergueu a mo, e Rony tambm, encarando-a.


- Hum, vou pedir uma forma a cada um... Hermione?       

- Com uma estaca de madeira ou prata, cravada no corao        

- Rony?         

- Cortando-lhes a cabea com um machado ou similar feito de prata.      

- Por que prata? - Hermione foi mais rpida desta vez   

- Porque a prata  um metal purificado, mais at que o ouro.    

- Muito bem. Quem se oferece para me mostrar como se mata um vampiro
neste modelo? - a turma ficou em silncio, porque o modelo era realmente
assustador. - Harry, venha c. - Harry levantou-se. Na mesma hora Sirius
deu a ele uma estaca de madeira e deu vida ao espantalho. Depois de um
segundo de hesitao, sabendo que o padrinho o observava, Harry esticou
o brao para trs e jogou-o para frente, cravando a estaca com toda
fora no modelo, que caiu ao cho desengonado.

- Para uma primeira tentativa, foi razovel, mas veja - Sirius fez um
movimento com a varinha e o espantalho levantou-se, Sirius mostrou o
ngulo que a estaca entrara no modelo, torto.       

- Se fosse uma estaca de prata, voc teria conseguido, com uma de
madeira, no mximo o faria ter raiva de voc. Sente-se. Vou mostrar a
vocs como se combate um vampiro. - Sirius tirou a capa e enrolou as
mangas das vestes, ento tomou uma estaca de prata e um punhal, pedindo
a Harry que comandasse o espantalho, s parando quando ele mandasse.
Harry pegou sua varinha e ergueu o espantalho.

O que aconteceu a seguir fez a turma toda se encolher em suas cadeiras.
Conforme o espantalho avanava, Sirius o golpeava de tal forma com o
punhal, mantendo a estaca na mo esquerda atrs de si, que voavam
pedaos do espantalho pelo ar, Sirius tinha o rosto duro e frio, uma
raiva muda transparecendo embaixo de cada msculo da face, enquanto
golpeava o espantalho, at que estendeu a mo esquerda e atravessou-o
com a estaca de prata em um ngulo reto perfeito, a ponta saiu do outro
lado, bem na direo do corao. Enfim, com o punhal, Sirius deu um
golpe to forte contra o pescoo do espantalho, que a cabea saiu voando
pela janela. Ele ficou um instante olhando srio para o modelo cado no
cho,  antes de dizer  turma:

- S parem quando estiverem certos de que ele no vai mais levantar.
Quinze pontos para a Grifinria pela paricipao dos alunos.  

Durante toda a semana, comentaram essa aula, ansiosos para comearem a
golpear o seu prprio espantalho. Depois do assombro inicial, algumas
meninas comearam a suspirar pelos cantos pelo professor de defesa
contra artes das trevas, admirando sua coragem e maldizendo o dia em que
ele casou-se com Sheeba.

[]         

O dia do teste do grupo de teatro chegou logo, e Harry tinha certeza que
ia ser reprovado, afinal de contas no tinha jeito nenhum para a
coisa... o primeiro a fazer o teste foi Crabble, que nem conseguiu dizer
o pequeno texto que o Professor havia dado no dia da matrcula: O
feitio perfeito  aquele que nos faz sonhar com o resultado da pura
magia, que era sem dvida a frase mais estpida que Harry j ouvira.
Quando finalmente Harry foi fazer seu teste, disse a frase em voz alta,
mas com uma cara de tdio absoluto. No fim dos testes, para sua
insatisfao, estava no grupo junto com Draco, Rony, Willy e mais dez
alunos aprovados. Ele achou que Lockhart o inclura de propsito. 

[]         

Pela primeira vez  Harry achou uma aula de adivinhao interessante.
Sheeba iria ensin-los a entender o tarot, um orculo cuja histria ela
explicou detalhadamente a eles como sendo um antigo instrumento de
leitura de possibilidades do futuro. Terminou dizendo:       

- Nem todos podem prever com certeza o futuro, mas com a ajuda de
instrumentos como o tarot, podemos estudar uma forma de pensar no que
fazer diante de alguma coisa que se aproxima! Lembrem-se de que o futuro
no est totalmente escrito, a parte que cabe a ns sempre pode ser
mudada se usarmos de sabedoria e no nos prendermos apenas ao passado! 


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                               Captulo 9
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 9 : O Grande Erro de Willy 

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Depois da primeira semana de aulas, comearam as atividades do grupo de
teatro, as segundas  noite. Harry achou que definitivamente aquilo no
iria dar certo e seria uma tremenda baguna, porque Lockhart realmente
no levava jeito nenhum para dirigir um grupo de teatro. Parecia que ele
no tinha a mnima idia do que fazer. Ele comeou perguntando que pea
achavam que deveriam encenar.

- Acho que poderamos encenar a decapitao de Nick quase sem cabea,
Harry seria perfeito para o papel - sugeriu Rony, que estava se
empenhando em fazer Harry desistir.         

- Que tal Romeu e Julieta com ele e Fischer nos papis principais? -
disse Draco em tom de mofa.         

- Que tal encenarmos a morte horrvel de Urico, o estranho, com voc
sendo empalado no final, Malfoy?  - sugeriu Harry      

- Silncio, silncio, silncio!!!! - interrompeu Lockhart - Vamos ento
fazer um exerccio de arte dramtica, depois ns decidimos o que vamos
encenar! Adorei sua sugesto, Rony - Malfoy riu - e a sua tambm Harry!
Vou dividir a turma em pares... mas no pares usuais... vejamos,
Parvatti e Simas, Julius e Colin, Padma e Dino... - Lockhart foi
dividindo a turma, at que sobraram Draco, Rony, Harry e Willy , ele
prosseguiu: - Harry e Willy, Rony e Draco.

- No acredito que vou fazer par contigo! - Rony disse contrariado.     

Passaram o resto da aula fingindo de espelho um para o outro, fazendo
poses idiotas. At Willy parecia um pouco arrependida de ter se
inscrito. Rony e Draco estavam at se divertindo, encenando para o outro
as poses mais ridculas para serem imitadas. Ao final da aula Lockhart
disse:

- Tive uma idia! Vamos fazer nossa pea sobre viagens no tempo! Amanh,
 mesma hora faremos uma pesquisa de campo no laboratrio da mquina do
tempo! Agendarei uma visita!     

Depois da aula, Harry levou Willy at perto da entrada da casa de
Sonserina, e foram conversando, Harry contou-lhe sobre as aulas que
tivera, ento ela perguntou a ele:     

- Se voc pudesse viajar no tempo, escolheria futuro ou passado, Harry?

- Eu acho que escolheria o passado, queria conhecer meus pais...        

- Eu tambm, mas e o futuro?    

- Para isso temos Sheeba... se bem que eu no posso saber meu futuro,
tem um gelo de confuso perdido por a com meu cabelo dentro... no d
para saber o que vai me acontecer enquanto ele no derreter.         

- E voc queria saber o futuro?         

- No muito Willy, mas algumas coisas... sei l, e voc?        

- Eu quero muito... ser que Sheeba me fala alguma coisa?       

- Pergunte a ela! 

[]         

No dia seguinte, Willy apareceu na torre norte, na sala de adivinhao.
Sheeba recebeu-a usando suas luvas especiais de bons pressgios e ela
pediu:

- Sheeba, revele meu futuro?    

- O que voc quer tanto saber?  

-  uma coisa minha...  

-  sobre Harry? - Os olhos de Willy brilharam e ela sorriu.    

- Willy, voc gosta tanto assim dele?   

- Eu... gosto, Sheeba... mas parece que as coisas no do certo para a
gente.

- Escute, eu vejo uma confuso muito estranha no futuro para voc... h
muita emoo no seu caminho, e eu vejo sim, um beijo, um beijo
espetacular no seu destino, Willy. No vejo com quem, pode at ser
Harry.

- E h algo ruim? - Sheeba tirou as luvas e tocou o rosto de Willy,
ficando sria.      

- Willy, no chegue perto de nada que possa tir-la de Hogwarts.        

- Porqu?       

- Eu vejo voc em grande risco de vida... por favor, no se afaste
daqui, no se meta em confuso. - Willy ficou sria - Afaste-se da
mquina do tempo, no chegue perto dela.     

Willy saiu da sala de Sheeba intrigada, pensando no que de to estranho
haveria em seu futuro. Ela no pretendia sair de Hogwarts... mas no ia
deixar de aproximar-se da mquina do tempo. 

[]         

Os pesquisadores fizeram tudo para tornar a visita o mais
desinteressante possvel. No mostraram  nada da mquina por dentro,
apenas os apresentaram a um grande cilindro de metal onde cabiam quatro
pessoas em p, com um painel externo com um teclado, que eles achavam
que estava enguiado depois de 200 anos dentro de uma cabana abandonada,
e uma tela onde supostamente apareceria o lugar de destino e a poca,
contada sempre em anos atrs e anos  frente, com horas, minutos e
segundos. Olek, o russo antiptico e bem jovem, disse que a visita
estava terminada em cinco minutos, que eles iriam tentar testar a
mquina no dia seguinte, mandando-a por doze horas para o passado,
depois para o futuro.

Ao sarem da sala, professor Lockhart no cansou de falar como era
incrvel poder viajar no tempo, que ele se tivesse uma oportunidade como
aquela no desperdiaria, que com certeza ele achava aquilo mais
fascinante... imagine, poder conhecer ancestrais desaparecidos,
consertar os erros do passado - Harry lembrava-se do vira-tempo que
voltando algumas horas quase enlouquecera Hermione, imaginando o que
aconteceria numa viagem mais ambiciosa. Mas Harry notou em Willy aquela
velha curiosidade, que ele conhecia to bem de outros dias, quando ela
era apenas o elfo domstico que gostava de inventar coisas.     

- Willy, no pense em entrar na mquina do tempo... seria perigoso.     

- Eu no vou fazer isso... mas voc no pode me impedir de xeretar por
a, pode? Quer dizer, usar minha capa e ver a mquina mais de perto do
que esses panacas deixaram...         

- Willy, no seja doida.        

- Eu no sou doida, Harry, s curiosa.  

Alguns dias depois, o professor Lockhart procurou Harry e disse a ele
que no deixasse Willy procurar novamente Olek, que havia reclamado com
ele que ela freqentemente ia perturb-lo, e disse tambm que Olek havia
dito que algum estava xeretando o laboratrio durante a noite, e que
ele achava que era Willy.

Aquilo preocupou Harry. Ele conhecia o instinto de Willy de no deixar
de fazer algo que quisesse. Decidiu naquela noite tentar vigiar a sala,
para que Willy no fizesse nenhuma besteira. Falou com Rony, e pouco
antes da hora de recolher, eles dois saram pelo buraco do retrato,
depois cobriram-se com a capa de invisibilidade... no sabiam, mas
estavam sendo seguidos por Hermione, que achou que eles estivessem
aprontando alguma... ela foi andando seguindo os barulhinhos,
imperceptveis quase, que eles faziam. Chegaram em pouco tempo  porta
do laboratrio, que para horror de Hermione, estava iluminado.  

Hermione entrou no laboratrio e chamou:        

- Harry, Rony, eu sei que vocs esto a! Faam o favor de tirar esta
capa e voltar comigo para a sala da Grifinria! - sua voz era mandona
como nunca .

Harry tirou a capa e perguntou:         

- Como soube que vnhamos para c?      

- Eu vi vocs saindo e tenho um ouvido muito bom... quando senti que
vinham para ala leste, achei que vinham para c, vamos, precisamos ir.


- Gente, me tirem daqui! - uma voz gritou de dentro da mquina.         

- Willy?        

- Oi Harry!     

- O que voc est fazendo a dentro, sua maluca?        

- Bem, eu fiquei curiosa para ver a mquina por dentro... eu senti desde
o dia que a gente veio aqui uma curiosidade danada, eu voltei aqui
algumas vezes...

- Voc no me disse como ficou presa a dentro...       

- Ela abriu de repente e eu entrei, nunca a tinha visto por dentro... a
quando eu tava aqui dentro...bom, ela fechou sozinha, e no quer mais
abrir...

- Ah! Willy, s te matando! E se essa porcaria dispara e voc vai parar
no tempo dos dinossauros, sua maluca?    

- Tenta abrir, Harry!   

Harry e Rony tentaram forar a porta para dentro, depois para fora,
Hermione tentou um feitio, e nada, finalmente, quando os trs
resolveram forar juntos a porta, que parecia ceder um pouco para
dentro,  ela correu para o lado fazendo eles carem l dentro. Quando
levantaram, estavam presos tambm, porque a porta abrira e fechara
sozinha. Estava escuro dentro da cabine.

- E Agora, Willy - disse Hermione - Veja no que voc nos meteu... vou
perder meu distintivo de monitora assim.   

- Deixa de ser idiota, Hermione - Rony disse - depois que voc virou
monitora consegue ser mais chata que meu irmo Percy!     

- Shh!  - Harry disse - acho que tem algum l fora! Ei, tem algum a?

Quem estava do lado de fora no respondeu. Ao invs disso, sentiram que
a mquina comeou a se sacudir ligeiramente, houve um flash de luz
rpido, e eles no entenderam nada.   

Do lado de fora da mquina, a pessoa que a acionara a viu sumir por dois
segundos e voltar logo depois, abrindo a porta e mostrando seu interior
vazio. Houve um riso de satisfao e ento, a luz foi apagada e ningum
diria que a mquina acabara de ser usada. 


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                              Captulo 10
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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Captulo 10 : Em Algum Lugar no Passado...

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A mquina abriu-se com um estrondo, eles quatro caram l de dentro. Era
dia claro do lado de fora, o sol entrava pela janela.     

- Essa no! - disse Rony!  -  pra quando ser que ns fomos?    

- No fomos para muito longe - disse Harry - vejam,  a sala parece igual
a como estava quando entramos, deve ser s dia, eu lembro que aquele tal
de Olek disse que ia mand-la doze hora para o futuro... deve ser a
manh de quarta-feira, uma vez que entramos aqui tera  noite... ela
devia estar programada para ir sozinha.      

- , e como vamos justificar nossa sada daqui em plena luz do dia? -
Hermione estava quase histrica - Vou perder minha monitoria!   

- Quem se importa com sua maldita monitoria, Hermione? - Rony disse
entredentes.

- Calma! - disse Harry - Willy, voc est com sua capa?         

- Estou!        

- timo, vamos juntos sair daqui aos pares, Rony vem comigo e Mione vai
com voc, quando a gente estiver longe e ningum estiver olhando, a
gente tira as capas e finge que nada aconteceu.       

Vestiram as capas, e saram pelo corredor, andando bem devagar. Passaram
por uma armadura (isso no estava aqui, comentou Harry com Rony), e
entravam em outro corredor quando duas vozes familiares aproximaram-se,
discutindo. Harry parou, e Hermione e Willy esbarraram nele, que ficou
quieto. Distinguira vozes parecidas com Sirius e Sheeba, que se
aproximavam pelo corredor transversal, ento os dois entraram no seu
campo de viso, e todos tiveram um choque imediato.

- QUEM VOC PENSA QUE , SEU PANACA? QUEM TE DISSE QUE EU QUERO SABER
SUA OPINIO? QUANTAS VEZES EU TENHO QUE TE DIZER QUE NO QUERO VOCE
ESCUTANDO MINHAS CONVERSAS NO MALDITO CORREDOR? - Era Sheeba... mas no
era Sheeba, pelo menos no a que conheciam... a Sheeba que se aproximava
pelo corredor tinha cabelos bem mais curtos e uma franja cobrindo a
testa.

- EU NO ESTAVA OUVINDO SUA CONVERSA, SUA NOJENTINHA! EU ESTAVA PASSANDO
QUANDO TE OUVI LLIAN, O QUE VOC ACHA? LCIO NO EST TENTANDO MANDAR
DEMAIS NA MINHA VIDA???? - Sirius imitava a voz de Sheeba... e tambm
no era o mesmo Sirius... tinha o cabelo na altura dos ombros, no
parecia to alto, e o que realmente chocou Harry: assim como Sheeba,
usava uma veste de estudante de Hogwarts.

- COMO VOC SE ATREVE A ME IMITAR, SEU CRETINO? - Sheeba aproximara-se
de Sirius brandindo sua varinha.  

- EU SEI O QUE VOC PRECISA, SENHORITA SHEEBA SABE TUDO, LARGUE AQUELE
PANACA DO MALFOY E FIQUE COMIGO, SABE DO QUE VOC PRECISA??? PRECISA DE
UM HOMEM DE VERDADE, E ESSE HOMEM SOU EU! - Sirius disse isso e agarrou
Sheeba brutalmente pelos ombros, trazendo-a para junto de si, tentando
beij-la. Seus lbios se tocaram, e ele foi lanado longe. Ela encostara
a varinha no seu peito e lanara um feitio.  Ele passou bem ao lado
deles, que acompanharam com os olhos o vo dele pelo corredor. Ele ficou
no fim do corredor olhando feio para ela e massageando o lugar onde o
feitio o queimara.       

- NUNCA MAIS FAA ISSO, SIRIUS ARROGANTE BLACK! EU NO VOU ME METER COM
ALGUM QUE TEM A CORAGEM DE BEIJAR AQUELA COBRA DA ARTMIS MOORE! -
Disse e virou-se, saindo por onde viera. Sirius ergueu-se, alisando as
vestes e saiu furioso pelo lado oposto. Houve um minuto de silncio
total no corredor, depois, um barulho de correria e os quatro jovens
saram correndo para dentro da sala onde estava a mquina.

Ou melhor, onde estivera  a mquina. A sala naquele minuto estava vazia.


- O-Onde est a mquina? - Hermione estava histrica mesmo agora - e
agora? Estamos presos aqui! Estamos presos na poca em que Sheeba e
Sirius estavam em Hogwarts como estudantes! - Isso fez que um pensamento
claro e lmpido viesse na cabea de Harry, como um relmpago:       

- Se Sirius e Sheeba so estudantes... ento... meus pais tambm so! Eu
vou poder conhecer meus pais!     

- E eu minha me! - completou Willy, radiante.  

- Harry - Hermione disse sria - voc lembra do que eu falei aquela vez
sobre viagens no tempo? Isso pode ser muito perigoso...       

- Mas eu quero ver minha me, e meu pai! Eu esperei por isso a vida
inteira!

- Harry... seus pais devem ter a nossa idade agora... voc acha que eles
vo saber que esto diante do filho? E quando eles perguntarem o que
aconteceu a eles no futuro... voc vai contar?        

- Ser que voc no v, Hermione, que eu posso impedir  que aquilo
acontea?

- Harry, voc j parou para pensar o que aconteceria se aquilo no
acontecesse?

- Hermione, se aquilo no acontecesse, eu no teria vivido dez anos na
casa dos Dursleys como trouxa, no teria ficado rfo...         

- Ou no haveria casa alguma para ir, pois Voldemort no teria sido
derrotado e teria usado seu poder para destruir todos.      

Harry parou. Olhou para Willy, que o olhava tambm com olhos cheios de
lgrimas. Ambos travavam uma luta interior, entre conhecer os pais e
manter as coisas como estavam.        

- O que voc sugere, Hermione?  

- Bem, como a mquina sumiu, acho que devemos sair de Hogwarts sem
sermos vistos e tentar achar o homem que inventou a mquina em
Londres... no sei se ele j tem condio de nos mandar de volta.


- E se no tiver?       

- A gente o ajuda, oras.        

- Hermione, - Rony olhou-a incrdulo - e se ele no quiser nos ajudar?
Vai dizer a ele que ele morreu comido por lobos fugindo de Voldemort?


- No, podemos mentir...        

- Podemos procurar Dumbledore - sugeriu Harry.  

- Nunca, Harry! Ningum pode saber que estamos aqui! Isso provocaria uma
confuso terrvel! 

Ento, vamos para Londres... mas como vamos sair daqui? Estamos no sexto
andar,  na ala leste, debaixo das capas de invisibilidade vamos demorar
um sculo para chegar  sada!         

- Eu tenho uma idia - Hermione disse - Vamos mudar nossa aparncia.
Assim, se por acidente nossa presena for registrada, ningum vai saber
na nossa poca que fomos ns que estivemos aqui. Se algum nos vir,
inventamos uma desculpa, samos da escola e vamos a Hogsmeade, onde
podemos pegar o trem. Vocs tem algum dinheiro?

- Eu tenho trs nuques - disse Willy    

- Tenho doze sicles no bolso - disse Harry      

- Tenho um galeozinho de uma revista que eu vendi para o Malfoy - disse
Rony tristemente.      

- Eu no tenho nada, mas acho que isso  suficiente para nos levar a
Londres. Vamos mudar nossa aparncia. Willy, voc ainda no sabe isso,
eu fao em voc

Hermione apontou a varinha para Willy e transformou-a numa menina com
cabelos pretos mais curtos e olhos azuis, depois transformou a si mesma
em loura de cabelos lisos e olhos azuis. Ento olhou para Harry e Rony,
esperando que ele fizessem o mesmo. Harry lembrou-se da aula em que ela
desgostara-se vendo que eles no conseguiam sequer fazer isso direito.
Ento, concentrou-se e imaginou cabelos mais longos, castanhos e mais
lisos, com uma franja espessa o suficiente para cobrir a cicatriz, e
olhos escuros, que fossem bem diferentes dos de sua me... escureceria
tambm a pele um pouco.        

- timo - Hermione disse e ele abriu os olhos. Diante dele, Rony estava
negro retinto, com cabelos negros bem curtos, grudados na cabea, e
disse-lhe:

- Cara, s os culos esto iguais Harry! Gostou de mim? Quis ficar
parecido com aquele caador de cabeas!      

- Voc est genial! - Harry mudou a forma dos seus culos, pena que no
houvesse espelho para ver como estava. Olhou seus braos e viu a pele
dourada que se dera, achando-se muito interessante.  

Combinaram que sairiam da escola pela passagem que havia perto do
banheiro do terceiro andar, e foram andando cuidadosamente pelo
corredor. Passaram por alguns grupos de alunos, inclusive por um mal
encarado grupinho composto por Lcio Malfoy (Draco era realmente a cara
dele), Snape (que era muito magro e parecia ter o nariz ainda maior) e
os pais de Crabble e Goyle e mais aguns sonserinos mal encarados,
faclimos de distinguir pela silhueta de brutamontes.     

Viraram em um corredor, e o corao de Harry pulou dentro do seu peito.
Mais adiante, seu pai e sua me estavam conversando na porta da sala de
feitios. Hermione beliscou sua mo e fez um aceno de negao com a
cabea... ele conformou-se e passou pelos dois, tentando no olh-los
demais.

Quando estavam quase chegando a entrada da passagem, uma voz atrs deles
disse:

- Enfim encontrei vocs! - viraram-se e viram a Professora McGonnagal em
p, sorrindo. Os quatro pensaram ao mesmo tempo: estamos perdidos. 


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                              Captulo 11
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 11 : Os Meninos do Brasil 

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Obviamente era uma professora Mc Gonnagal bem mais jovem do que a que
conheciam, mas a severidade de sua aparncia era a mesma... porm ela
estava sorrindo, muito simptica.      

- Me disseram que vocs haviam sido vistos  por aqui e eu pensei, mas
to cedo? Ns s espervamos vocs para daqui a um ms! -
repentinamente, parecia que Minerva estava falando grego. Esperando?
Como poderiam estar esperando por eles? - Eu gostaria de saber seus
nomes... o ministrio da magia de seu pas no os forneceu para ns...
Eu detesto falar mal, mas o ministrio da Magia do Brasil  muito
desorganizado... Alis, vocs entendem o que estou falando?      

Uma luz acendeu-se na cabea de Harry. Ela estava os confundindo com um
grupo de estudantes que chegaria para um intercmbio em Hogwarts! Um
grupo do qual Souza fazia parte!    

- Ns entendemos o que a senhora diz, no se preocupe! Ns sabemos falar
ingls! - Harry disse vivamente - Muito prazer, meu nome  (e agora? Um
nome brasileiro???) Larry Topper    

- Larry Topper?         

- Meus pais so ingleses! Esses so... Lernione Ranger, Tony Preasley e
Ludmilla Pinscher.       

- Seus nomes no parecem muito... brasileiros...        

- Somos todos filhos de bruxos imigrantes... por isso temos esses
nomes... diferentes, no  mesmo? - Rony, Willy e Hermione olhavam-o com
a pior cara da face da terra.       

- Muito bem... - a professora Minerva pareceu confusa - eu creio que
tenho que lev-los aos seus aposentos...  O programa de intercmbio 
uma  coisa nova... estamos experimentando este ano com o Brasil, por
isso pedimos que vocs passassem os dois ltimos meses deste semestre
conosco, para adaptar-se para o ano que vem... Na verdade, como vocs
chegaram um ms antes, vo ficar trs meses, no  verdade?

- Sem problema!         

- Ento vo poder assistir  final do quadribol! Vocs vo adorar, eu
sei que o Quadribol no  um esporte tradicional entre os bruxos
brasileiros, que preferem o futebol bruxo...      

- Claro, ns preferimos! - Harry pensou  o que diabos pode ser o
futebol bruxo??? - Mas adoraremos ver a final de quadribol! - estavam
indo para algum lugar entre o grande salo e a torre da Grifinria,
subiram uma escada em caracol depois de virar  direita do retrato da
Mulher Gorda, que naquela poca j estava l, deram de cara com o
retrato do cavaleiro Sir Cadogan.

- Alto l, intrusos! Quem vem?  

- Grgula sem corao!  

- A senha! Podem passar bravos guerreiros!      

Havia um corredor com alguns quartos, a professora Minerva seguiu at o
fim, mostrando dois quartos, um a direita e outro  esquerda.  

- Meninas, meninos. - disse, indicando cada quarto - Onde est sua
bagagem.?

- Bem,  - Harry comeou sem saber o que dizer   

- Na verdade - Willy interrompeu-o - Fomos roubados em Londres!         

- Foram roubados?       

- Trouxas nos enganaram... - Todos olharam muito feio para Willy, era
muito humilhante ser enganado por trouxas - quer dizer, deixamos as
malas num lugar e quando voltamos, elas no estavam mais l...     

- Vamos providenciar para que elas sejam encontradas! Meu Deus, vocs
perderam seu material mgico?        

- Na verdade, todos estamos com nossas varinhas - disse Rony - Mas
nossas vestes.. nossas roupas... e uma coruja, foi tudo roubado.        

- Que lstima! Vou providenciar algumas roupas para vocs.      

- S sobrou este seburrlho - disse Willy, tirando do bolso Siegmund    

- Bem - disse a professora Minerva - Eu vou descer, falta pouco mais de
uma hora para o almoo, estejam  vontade, eu vou dar o horrio de vocs
aps o almoo, tenham a tarde livre para conhecer a escola... eu vou
mandar o guarda-chaves cicerone-los. - Saiu apressada pelo corredor.
Rony entrou num quarto e os outros foram atrs.

- Harry, voc ficou maluco?     

- Acho melhor me chamar de Larry agora.         

- Tomamos o lugar de estudantes brasileiros e a nica coisa que sabemos
sobre o pas  que l tem sacis!        

- Queria que eu dissesse a verdade?  Demos foi sorte!   

- Agora estamos presos aqui! - Hermione parecia desolada.       

- Escute, Hermione, eu sei que parece horrvel, mas eu lembrei de uma
coisa, quando voc me contou que Amos Taylor havia viajado no tempo, me
disse que ele fez isso um ms antes de Voldemort desaparecer, certo?   

- Certo.        

- Que idade voc acha que Sirius, Sheeba e meus pais tm agora? Pelo que
eu calculo, uns dezesseis, pois a histria bate com a que Sheeba nos
contou.

- Aonde voc quer chegar, Harry?        

- Isso significa dizer, que faltam mais ou menos cinco anos para ele
fazer a viagem no tempo... algum aqui pretende esperar cinco anos para
voltar?

- No, mas...   

- Temos um ms para dar um jeito nisso... e eu e Willy temos um ms para
nos segurar e evitar contar aos nossos pais o que aconteceu. Podemos
pesquisar na biblioteca um jeito de voltar.     

- Mas Harry...  

-  Larry!      

- Larry, o que voc pretende fazer?     

- No sei, em ltimo caso, a gente procura Dumbledore, temos um ms. 

[]         

Desceram um pouco depois para o salo principal, e Hagrid os achou logo:

- Hehehe, bem que a professora Minerva me disse que vocs tinham cara de
estrangeiros!  faclimo ach-los aqui no meio... se o ministrio do
pas de vocs tivesse me avisado, iria busc-los em Londres e vocs no
teriam sido roubados... Como vocs vieram do Brasil?       

- Navio - Harry disse a primeira coisa que lhe veio  cabea.   

- Que estranho... Bem, vou apresent-los a um pessoal mais ou menos da
sua idade, que vai deix-los bem  vontade. - Levou-os  mesa da
Grifinria, onde Harry pde ver seu pai, sentado entre Sirius e Pedro
Pettigrew. Sentiu uma vontade imensa de socar a cara de Pettigrew.      

- Estes so timos meninos: Sirius, Pedro e Tiago - Sirius fez uma cara
cnica, Tiago e Pedro sorriram - Onde est Remo?        

- Doente, Hagrid, para variar... - Sirius disse, fazendo cara de tdio -
esses so os estrangeiros?        

- So, mas eu no perguntei seus nomes...       

- Larry.        

- Tony.         

- Lernione - Hermione olhou feio para Harry.    

- Ludmilla, pode me chamar de Lully.    

- Sentem com a gente... - Tiago disse, procurando ser muito simptico.
Sua voz era extraordinariamente parecida com a de Harry - No vo querer
ficar perto de caras como Malfoy e Snape.    

- Com certeza no - Rony deixou escapar.        

- Conhece-os?   

- Cruzamos com eles num corredor... eles no foram muito simpticos.    

- Bem, - disse Hagrid - Espero que se sintam  vontade... depois do
almoo eu venho peg-los para uma volta.        

- Quer dizer que a gangue da Sonserina j se apresentou, hein? - Sirius
deu um sorriso debochado e espetou uma batata com o garfo - No h turma
no mundo pior que aquela...   

- Atlantis escapa - disse Tiago         

- Atlantis no anda com eles... acho que o pior  o Malfoy! 

-At pouco tempo atrs voc dizia que o pior era o Snape - disse Pedro
Pettigrew coando a orelha, e Harry pde notar que tudo que ele fazia o
irritava.

- Pedro - Tiago ria - tudo depende de quem est mais perto de Sheeba.   

- No me fale nessa antiptica - Sirius olhou-o com raiva - No sei como
uma garota legal como Llian pode ser to amiga dela...    

- Ela quem? - Uma voz feminina esnobe soou bem atrs de Sirius, ele
virou-se e Harry pde ver Artmis Moore aos dezessete anos, de braos
cruzados atrs dele  - Esqueceu que tinha marcado de almoar comigo,
Sirius?

- Esqueci, Artmis, por qu? Vai me bater?  minha dona agora?  

- Eu no quero namorar mais voc! Voc me trata muito mal.      

- timo! V catar besouros.     

- Oh! Sirius! Estou rompendo com voc, ser que voc no percebe? -
Sirius se levantou e a olhou de frente.    

- ME ESQUECE, acabou, tchau. - saiu pisando duro e Artmis, depois de um
minuto sem graa, foi para a mesa da Sonserina, sentar-se ao lado de
Sarina e de uma garota que Harry achou que era a me de Draco.         

- No liguem para o Sirius - Tiago disse, sem graa - Ele est chateado
porque anda tomando uns foras de uma garota e tem feito trabalhos
noturnos h alguns meses por causa de uma besteira que fez...        

Harry notou de repente que algum o olhava, como se o  reconhecesse, e
deu com os grandes olhos verdes de sua me o perscrutando. Ela estava em
frente a ele,  esquerda.         

- Voc me lembra algum! - ela disse - Mas eu no tenho conhecidos no
Brasil.

Harry sentiu um bolo na garganta e reparou que ao contrrio de Rony e
Hermione, que procuravam conversar, Willy estava quieta, olhando para a
mesa da Lufa Lufa, Harry viu ento que ela olhava uma garota, mais jovem
que ela at, de cabelos castanhos. Era sua me. Harry disse-lhe
baixinho:

- Calma, voc vai poder v-la de perto. - Ela sorriu para ele, Tiago
cutucou-o.

- Ei, voc sabe jogar futebol bruxo? Dizem que l no Brasil  o melhor
esporte, ser que voc podia nos ensinar?        

- Bem, eu no sou muito bom nisso...    

- Eu te ensino Quadribol, sou o capito da nossa equipe!        

- Bem, Tony  melhor nisso que eu... acho que a gente pode tentar...    

Nesse momento um rapaz muito alto aproximou-se de Tiago. Harry
reconheceu-o: era Atlantis. Percebeu ento que Willy tinha a estatura e
a compleio fsica da me, mas o rosto era muito parecido com o de
Atlantis.

- Potter! - Tiago levantou-se - Eu queria devolver isso a voc, acho que
voc perdeu treinando ontem, eu achei  - entregou a Tiago um anel, que
Harry reconheceu como sendo o anel que Sirius e Sheeba haviam lhe dado.


- Obrigado, Atlantis! Estou muito magro, ele vive caindo do meu dedo.   

De vez em quando, ao ouvir a voz do rapaz que seria seu pai, Harry
sentia no corao um aperto triste e doloroso, como se lhe tivessem
cravado no peito uma faca. Olhou para Willy contemplando o rosto
perfeito, e ouvindo a voz intocada de Atlantis e soube que ela sentia a
mesma coisa.


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                              Captulo 12
                                    
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Captulo 12 - PESQUISAS, CONCLUSES, ESPORTES...

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CAPTULO 12 - PESQUISAS, CONCLUSES, ESPORTES...        

- Harry, de onde voc tirou essa idia absurda de que eu sei jogar
futebol de bruxo???? - Rony estava realmente furioso - Eu nem nunca vi
uma partida de futebol de bruxo!      

- Vocs deviam era se preocupar em como vamos sair daqui - Hermione
olhava feio para os dois - estamos presos vinte anos no passado e vocs
preocupados com futebol  de bruxo. - Os quatro estavam na biblioteca,
falando baixinho, de vez em quando a bibliotecria dava uma olhada por
cima dos culos na direo da mesa deles.

- Precisamos ser cordiais, ou estragaremos nosso disfarce!      

- E se ns fugssemos e procurssemos a mquina? Ela ainda deve estar na
tal cabana - disse Willy.  

- Impossvel! - lamentou-se Lernione - Eu esqueci de dizer, a cabana 
na Rssia! Porque vocs acham que Chenimsky est no projeto? Ele
representa o ministrio de l.     

- Uma coisa me intriga - Harry disse - Quem nos mandou para c e no
veio nos buscar.   

- Existe um problema - Hermione olhou-o - Se viemos parar aqui por
acidente, provavelmente ningum sabe onde fomos parar.  

- E se quiseram nos prender aqui?       

- Quem ia querer nos prender aqui, Harry?       

- Sei l, o tal do Olek! Ele pode ser maluco.   

- Existe um motivo para quererem prender o Harry aqui. - Willy comeou -
Harry, estamos aqui desde ontem... quantas vezes voc sentiu vontade de
dizer quem era aos seus pais?  

- Sei l, um milho de vezes.   

- Eu estive pensando... e se quem nos mandou para c queria mesmo fazer
isso? Impedir que os pais de Harry fossem pegos por (falou bem baixo)
Voldemort e com isso ele no tentasse matar Harry?       

- Isso  ridculo! Voldemort j renasceu, para que iam querer impedir
que ele morresse? - Harry disse contrariado       

- Eu devia ter aprendido mais com o Olek...     

- Mas Willy, voc vivia sendo expulsa do laboratrio pelo tal do Olek!  

- Quem te disse isso?   

- O Professor Lockhart, ele me disse que o Olek reclamou que voc vivia
indo l.        

- Mas o Olek nunca reclamou, pelo contrrio, ele disse que gostava do
meu interesse!    

- Ento porque ele disse ao professor Lockhart isso? Que falso!         

- E se no foi ele?     

- Que motivo o Lockhart tinha para dizer isso para mim?         

- Lockhart realmente se preocupou com meu interesse... chegou a me dizer
que no me aproximasse mais do laboratrio... que aquela pesquisa para a
pea j estava terminada, ele disse que algum podia no gostar...     

- Provavelmente ele no quis te dizer diretamente e disse ao Harry...
Voc disse ao Olek que era amiga do Harry? - perguntou Rony        

- Disse... ele perguntou se eu no queria levar o Harry para conhecer a
mquina.

- Ento, quando ele concluiu que eu no iria por vontade prpria,
resolveu manipular o Lockhart, que  um imbecil ... Olek podia saber que
voc ia  noite ver a mquina?    

- Ele sabia! Era justamente quando ele me mostrava, longe do prof.
Amanoff, que  no gostava de estranhos... naquele dia ele no apareceu.


- Porque ele disse a Lockhart que voc ia estar l, e pediu a ele para
pedir-me que a impedisse, ento ele te prendeu na mquina sabendo que eu
ia tentar solt-la! Depois prender a gente foi fcil.       

- E agora, o que a gente faz?   

- No sei...    

- Temos que dar um jeito de voltar!  - Harry disse, em pnico - Se foi
de propsito que Olek nos mandou para c, teremos que voltar para
peg-lo!

- Harry, no  assim que as coisas funcionam!  -Hermione disse -  ainda
no aconteceu... se ele realmente quer que voc mude o passado, por
alguma razo, voc e Willy s tem uma coisa a fazer. Resistir. Enquanto
isso eu tento descobrir uma forma de nos tirar daqui!  s a gente
voltar na mesma noite, ou bem prximo  noite em que fomos! 

[]         

Harry e Rony acharam um livro sobre futebol bruxo, e Harry descobriu que
no havia mistrio nenhum, era apenas um futebol de campo jogado com os
ps e as varinhas na mo, no qual os bruxos tinham como obrigao
impedir que os outros (sete de cada lado) chegassem ao gol, atravs de
feitios. Valia muita coisa, menos conjurar animais perigosos,
transformar o oponente em pedra ou usar feitios proibidos. Tentaram
jogar uma partida com Tiago, Sirius,  Pettigrew e Lupin, mas eram todos
to ruins que acabaram desistindo. Harry ento pde ver como era voar de
vassoura com seu pai, s vezes pensava ele  muito melhor que eu
outras somos iguais e outras tantas eu sou melhor que ele, mas
precisava segurar-se, por isso evitava chegar perto de sua me. Talvez
por ter sido amado demais por ela, no conseguia v-la sem se sentir
tentado a contar tudo para ela, tudo que no podia. Willy fizera amizade
com sua me tambm. Parecia agora mais triste... evitava at
aproximar-se da mesa da Sonserina, para no olhar para as tias.      

Eles tinham aulas com os alunos de todas as casas. Numa delas, Harry
acabou sentado bem ao lado do jovem Snape, magro e amarelado, que o
olhou com um olhar de profundo desprezo. Nem sem saber quem eu sou ele
consegue deixar de me odiar. Harry sabia o motivo, pelos seus clculos,
j acontecera a quase morte de Snape por causa de Sirius, o fato de
Sirius estar h  meses cumprindo trabalhos noturnos, que foi comentado
por Tiago, era prova mais que concreta disto. Se j havia acontecido e
ele andava com   Tiago, Lupin e principalmente Sirius (que no entendiam
sua antipatia franca e manifesta por Pettigrew), Snape se dava motivos
para detestar o jovem moreno que estava sentado ao seu lado.     

O ms de prazo que haviam se dado ia esgotando rapidamente, mas Harry
sentia-se triste em separar-se dos pais. Uma noite essa tristeza era por
demais insuportvel, e ele saiu do quarto, vestindo a capa de
invisibilidade, que viera com ele, assim como a de Willy, e saiu andando
pelo castelo, at chegar  sala de transformao, cuja porta estava
encostada. Empurrou-a e foi sentar na janela. A lua estava minguante,
como na noite em que se sentara ao lado de Willy, em que haviam chorado
juntos. Repentinamente, sentiu algo encostando nele e ouviu a voz de
Willy:

- Siegmund, venha c!   

- Willy? - Harry baixou o capuz e olhou em volta.  Uma cabea de cabelos
negros surgiu na sua frente, olhos azuis o encaravam. Eles ficaram se
olhando por um segundo espantados.     

- O que voc est fazendo aqui, Harry?  

- Eu que pergunto.      

- Eu estava triste... estive conversando com minha me... ela  to...
boa.

- Eu sei, sinto a mesma coisa... mal consigo chegar perto da minha me
Willy... com meu pai  diferente, eu tento me enganar que ele  s um
outro garoto de dezesseis anos como eu... mas s vezes  to duro...
Hermione est desesperada para fazer com que cheguemos logo ao nosso
tempo e eu a entendo... mas no quero me separar deles... eu nunca
pensei que fosse conhec-los de verdade.

- Eu sei. Eles esto ao nosso alcance, e no podem saber quem somos...
nem nos vem como somos com esse feitio de mudana de aparncia.    

- Eu preciso ir embora, Willy, antes que eu faa alguma besteira.       

- E eu. Harry, voc lembra da ltima vez que estivemos aqui?    

- Willy, tecnicamente ela ainda no aconteceu.  

- Kakaka. Voc parece conseguir rir de tudo.    

- No, eu gostaria, mas eu no consigo. Eu s consigo pensar que daqui a
menos de cinco anos, meus pais vo estar morrendo pelas mos de
Voldemort, e que agora ele est l fora, sem saber que eu existo. Agora
essa cicatriz que eu tenho no significa nada... isso  at bom, no ser
ningum. Mas eu sinto a angstia de saber que meus pais esto vivos
agora, e daqui a pouco tempo estaro mortos.

- Eu vou dormir, Harry... no posso ficar aqui a noite inteira, amanh
tenho aula e preciso ajudar Hermione a achar uma soluo para o nosso
problema.

- Eu tambm vou. - Foram em silncio, um ao lado do outro. No fim do
corredor ficaram olhando-se um minuto. Ento Willy estendeu a mo e
abraou Harry, que a abraou tambm. Nesse instante, Siegmund guinchou
alto de dentro do bolso de Willy, pois o abrao o machucara. Willy virou
as costas, murmurando um boa noite e Harry deu um suspiro profundo e
conformado.


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                              Captulo 13
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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Captulo 13 : A Final de Quadribol 

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Estavam na vspera da final de quadribol. Naquela manh, Rony teve o
prazer de assistir ao rompimento de Sheeba com Lcio Malfoy. Ele estava
tendo aula com a classe da Corvinal, e viu Sheeba num canto,
acabrunhada. Ela usava as luvas feias que paravam seu Toque de Prometeu,
parecia pensativa. Quando a aula terminou, saiu da sala e Rony a viu
encontrar Lcio mais adiante, era a primeira vez que o via sem ningum
da gangue da Sonserina por perto. Rony ainda resistiu um pouco mas teve
que se esconder atrs de uma esttua para escutar... no podia perder o
pai do Malfoy levando um fora.   

- Lcio, eu sei que voc gosta de mim, voc j me disse isso mil
vezes... mas no d. Ns no combinamos... estamos juntos a mais de trs
meses e no podemos mais continuar...    

- Sheeba, no faa isso comigo. Eu no posso perder voc. Eu te amo.    

- Voc no me ama, Lcio, s quer me exibir para seus amigos... escute,
acabou. Eu no gosto de voc!   

-  por causa daquele canalha do Black, no ?  dele que voc gosta.   

- E se for?     

- Voc vai ser muito infeliz, Sheeba, a famlia dele  amaldioada,
sabia?

- Isso  uma bobagem.   

- Bobagem? Voc sabe o que aconteceu com o irmo dele? A famlia dele
foi toda amaldioada pelos vampiros... voc sabe, os tios, o irmo...
todos! Ele vai ser o prximo.

- Quer saber, Lcio, me esquea!        

- Vai, corre para os braos daquele amaldioado!        

Sheeba passou bem ao lado de Rony, ele viu que ela tinha lgrimas nos
olhos... sabia agora de onde vinha o dio de Sirius por vampiros. 

[]         

- Voc tem certeza do que est me dizendo, Tony?        

- Absoluta, Sirius, eu tive aula com ela hoje de manh, eu a vi romper
com o Malfoy quando acabou a aula!   

- Ela disse porque foi?         

- Disse que no gostava dele...         

- Isso eu j sabia. Ela gosta  de mim.         

- E voc gosta dela, grande coisa.      

- Quem te disse isso, cara?     

- Qualquer um v, Sirius, est escrito na sua testa... Eu amo Sheeba  

- Amar  uma palavra meio forte...      

- Quer saber? Acho que vocs vo acabar casando...      

- Essa  uma tima piada. 

[]         

No dia seguinte, pela manh, Rony resolveu contar tudo para Harry:      

- Rony, voc tinha que se meter na vida de Sirius e Sheeba?     

- Ah, Harry, qual ? Voc acha que eu mudei o passado? S antecipei uma
informao para Sirius, ainda tirei onda de ter dado conselho para o
grande Sirius Black! Ele no  to seguro quanto d a entender para a
gente no nosso tempo..

- Ei vocs dois - Hermione se aproximava - eu desisto. No tem jeito de
sairmos daqui sem ajuda externa. Vamos falar com Dumbledore, acho que
ele  mesmo o nico com cabea suficiente para nos entender.        

- Mas hoje? - Harry perguntou, justo hoje que meu pai vai ganhar da
Sonserina no Quadribol?      

- Fala baixo! Voc quer que algum escute? - Ento podemos ir depois do
jogo, mas logo depois do jogo, andei espionando e descobri a senha da
sala dele.

- Engraado, ele  o professor de defesa contra as artes das trevas,
mesmo sendo diretor da escola... estamos tendo aula com ele como tivemos
no ano passado - Rony disse pensativo - Ele no mudou nada em vinte
anos...

- Acho que ele agora j  bem velho... quantos anos ser que ele tem?   

- No podemos saber... Harry, onde est Willy? - perguntou Hermione.    

- No sei, estou com medo dela querer contar algo para a me dela.      

- Eu a procuro, vocs vo assistir a partida, a gente se v depois do
jogo.

Pela primeira vez na vida, Harry assistia a um jogo da Grifinria na
arquibancada. L de cima ele pde ver quando sua me e Sheeba
sentaram-se bem mais abaixo. Sirius sentou-se do lado deles e disse:


- Quanto vocs acham que vai ser o jogo?        

- No sei - Harry disse - mas acho que Tiago vai pegar o pomo bem em
cima desta arquibancada.   

- Tiago pega o pomo em qualquer lugar. No adianta Artmis e Sarina se
fazerem de espertas, todo mundo sabe que elas se revezam para no cansar
como apanhadoras, mas Tiago  melhor que ambas. Ano passado a Sonserina
ganhou, mas esse ano  nosso!     

- Por falar nisso, Sirius - perguntou Rony - porque raios voc resolveu
namorar aquela sem graa da Artmis?    

- Ah, Tony, no vem... foi no baile, eu tinha brigado com Sheeba... ano
passado ns fomos ao baile juntos, mas esse ano ela estava chateada
comigo... eu fiz uma besteira, quase fui expulso da escola... vou pagar
por ela at o fim do ano - Rony e Harry sabiam ao que ele se referia -
bem, mesmo detestando o cara com quem eu fiz a coisa, ela achou que eu
tinha ido longe demais e me criticou... ns brigamos e eu descombinei
o baile com ela...ela prometeu que ia com o primeiro que aparecesse  

- Que criancice - disse Rony - francamente...   

- Bem, Tony, eu no tenho culpa de ser um pouco estourado... mas ela
tambm ! Eu queria pedi-la em namoro no baile... ela estragou tudo.


- A voc resolveu namorar Sarina...    

- Artmis.      

-  tudo a mesma coisa... so duas barangas.    

- Duas o qu?   

- Esquece, esse  um termo brasileiro - Rony lembrou-se que havia usado
um termo recente demais.         

- Bom, o fato que quando me viu com Artmis, ela resolveu namorar o
primeiro babaca que apareceu... justo o Malfoy! Eu sei que ela detesta o
Malfoy!

- Pois ... mas agora ela no est mais com ele, Sirius... ela est ali
embaixo, olha l... o jogo j vai comear... porque voc no fica perto
dela... quem sabe surge uma oportunidade... - Nem deu tempo de falar
mais nada, Sirius desceu correndo e ficou dois ou trs lugres acima de
onde Sheeba e Llian estavam

- Rony, me diga uma coisa - perguntou Harry - Se voc no soubesse tudo
que aconteceu nesse dia, porque Sheeba te contou, voc teria tido tanta
presena de esprito para aconselhar Sirius?      

- Eu sei disso, voc sabe disso. Sirius no. Vamos ver o jogo...        

No centro do campo, Atlantis e Tiago apertaram-se as mos, sorrindo.
Montaram nas vassouras e o jogo comeou. Harry seguia o pai com os olhos
pelo cu. De vez em quando, descia o seu olhar e via sua me mais
abaixo, apertando a mo de Sheeba, que de vez em quando a olhava fazendo
uma careta. No cu, Atlantis tambm era rpido como uma flecha, e Harry
viu do outro lado do campo Willy seguindo-o com os olhos, ele achou ver
o brilho de lgrimas em volta deles... lutava tambm para que os seus
olhos no ficassem molhados... lutava contra lembranas de coisas que
ainda no haviam acontecido, lutava consigo mesmo para no interromper o
jogo e dizer tudo que sabia aos pais, nem que fosse considerado louco.


Por algum tempo, o jogo deixou de existir. Ele s conseguia pensar nas
dezenas de recordaes felizes que no tinha, em tudo que poderia ter ao
seu alcance, bastando para isso apenas descer alguns degraus e dizer o
que sabia  sua me. Passou a mo pelo rosto, tentando espantar esses
pensamentos e concentrando-se em ver onde estava o pomo, onde estava o
pomo, onde estava o pomo.

Ele o viu no mesmo momento que Tiago. A bolinha pairava a uns seis
metros de distncia dele, na sua direo, acima talvez uns quatro metros
da cabea de Llian. Harry sorriu quando viu Tiago disparando na direo
da arquibancada, com Sarina em seu encalo. Quando Tiago esticou o brao
e alcanou a bolinha, o grito de Harry saiu da garganta junto com o de
toda a Grifinria, seus olhos estavam cheios de lgrimas... Mas Tiago
no as viu, olhou para baixo e piscou um olho para Llian, que sorriu.
Harry ainda viu quando Sheeba disse alguma coisa a Llian, sem perceber
que Sirius estava bem atrs dela.  

- Rony, vamos embora.   

- Mas por qu? Eu quero ver Sirius fazer Sheeba levitar!        

- No, vamos embora, se eu ficar aqui mais um minuto, vou estragar tudo.
- puxou-o pelo brao e os dois correram pelo campo at alcanar Willy,
que enxugava as lgrimas na veste. Os trs correram at Hermione que os
esperava na porta da escola, correram o mais   rpido que puderam, e
chegaram  porta da sala de Alvo Dumbledore.


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                              Captulo 14
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 14 : Dumbledore 

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Dumbledore era j diretor, e sua sala era a mesma, Hermione tinha
xeretado bastante para descobrir a senha, os quatro ainda debateram um
pouco sobre como iam interpel-lo, mas Hermione sacou uma carta
endereada a Wassily Amanoff e que pediria que Dumbledore  entregasse, e
dava o dia, a hora e o local onde ele deveria voltar para peg-los.
Subiam a escada em caracol discutindo:

- No  mais fcil impedir que a gente entre na mquina?        

- Isso  muito impreciso! No sabemos exatamente a hora em que tudo
aconteceu, ele pode no chegar a tempo, assim garantimos que tudo v dar
certo.

- E como vamos explicar tudo a Dumbledore? Ele pode ficar com raiva da
gente!

- Deixa que eu explico - disse Harry - Eu dou um jeito, ele no me
conhece ainda, mas eu o conheo muito bem. - Harry disse batendo a
porta.

- Entre - disse Dumbledore de dentro da sala. - Harry espiou e o
professor levantou os olhos debaixo das lentes de meia lua.        

- Ol! Voc  um dos brasileiros - Harry sentiu que ia ser chato de
explicar.

- Bem, na verdade, ns quatro queremos explicar uma coisa ao senhor... -
Harry entrou na sala timidamente, seguido por Rony e as meninas. - Mas
primeiro precisamos fazer uma coisa.      

Eles fecharam a porta da sala, ento, com suas varinhas desfizeram a
transfigurao de imagem pessoal e Dumbledore viu espantado surgirem na
sua frente duas meninas de cabelos castanhos, um rapaz ruivo e um outro
extraordinariamente parecido com...     

- Tiago,  voc?        

- Na verdade no... - Harry pde ver o espanto nos olhos de Dumbledore
quando levantou a cabea ele viu seus olhos verdes. - Eu sou o filho
dele... Eu sei o que o senhor est pensando... Tiago no pode ter um
filho da idade dele.

- Vocs vm do futuro, ento. - ele disse com uma surpreendente
naturalidade - E esse menino  um Weasley!  muito parecido com Arthur,
que foi meu aluno h uns cinco anos atrs! - no havia espanto nenhum na
voz de Dumbledore.  - E voc me lembra algum tambm - disse olhando
para Willy

- Eu sou filha de Atlantis Fischer e Nuhra Moore        

- Nuhra? Que interessante! E voc, menina?      

- Eu sou filha de trouxas...    

- Mais interessante ainda. Como vocs vieram parar aqui, podem me
explicar?

Procurando evitar tocar no assunto da morte dos pais e na desconfiana
do porque teriam sido presos naquele tempo, Harry falou de como haviam
ido parar no ano em que se encontravam, do acidente que prendeu Willy na
mquina e de como eles tambm acabaram presos na mquina, que retornou
sozinha para o futuro, deixando-os presos quase vinte anos no passado.
Por fim, sem tocar em nenhum momento no nome de Olek Chenismsky, deu a
Dumbledore uma carta endereada a Wassily Amanoff para ser entregue na
data combinada dali a dezenove anos e alguns meses. Nem bem fez isso, um
estrondo cortou o ar.    

- Um raio? - Dumbledore disse - Parece ter sido na torre norte...
estranho, o cu est to azul... - Rony abriu um sorriso.       

- Bem professor - disse Hermione - eu marquei nesta carta para o Dr.
Amanoff nos pegar aqui hoje s quatro horas... so cinco para as quatro,
temos que esperar aqui...         

- No se incomodem. Eu vou me encarregar de arrumar uma histria para o
sumio de vocs, uma histria que seja convincente e no atrapalhe o
intercmbio dos pobres brasileiros que devem ento estar chegando semana
que vem....

Neste momento, uma mquina aparatou bem atrs dos jovens, e um bruxo
obeso saiu de dentro dela, sorrindo, com a mesma carta que Dumbledore
pusera na gaveta, mais amarelada , eles pularam de alegria. O professor
Amanoff disse:

- Por algum motivo, a mquina foi acionada sozinha no dia em que vocs
entraram nela... eu consultei a memria dela ao receber a carta, mas
havia se apagado... felizmente as instrues foram bem claras, e eu pude
vir busc-los, mas h um problema.         

- Que problema? - Harry no pareceu feliz.      

- Bem, eu programei a mquina para voltar no tempo, mas o dirio do
professor Amos diz que as viagens s podem ocorrer de dez em dez minutos
no ponto de chegada e no ponto de partida, ou seja, eu tenho que esperar
dez minutos no futuro para pegar dois de vocs daqui a dez minutos, 
uma questo de estabilidade na abertura do portal do tempo... uma das
maiores preocupaes de mestre Taylor. No d para irmos todos na mesma
viagem.

- No tem problema - disse Harry. - V com Hermione e Willy, depois
pegue eu e Rony.    

- No! Mande Rony primeiro. Eu quero ir com voc, Harry.        

- Que seja.-  Rony e Hermione entraram na mquina e disseram:   

- Nos vemos em dez minutos! - a mquina partiu rapidamente e sumiu no
ar. O professor ento perguntou:        

- Como estar Hogwarts daqui a vinte anos?      

- Em timas mos! - disse Harry sorrindo. - afinal o senhor ainda ser o
diretor.

Comearam a conversar, Harry sendo um pouco evasivo acerca do futuro,
evitando falar em Voldemort. Cerca de oito minutos depois a mquina
aparatou atrs dele vazia, e mesmo estranhando, pois no haviam passado
exatamente dez minutos, Harry e Willy entraram nela, achando que talvez
o relgio da sala de Dumbledore estivesse um pouco atrasado,
despediram-se de Dumbledore. A mquina sacolejou ligeiramente e sumiu.
Dois  minutos depois porm, apareceu de novo diante de Dumbledore que
olhou espantado, teriam esquecido alguma coisa? O professor Amanoff saiu
de dentro dela e olhou em volta:  

- Onde foram?   

- Eles acabaram de embarcar... voc no mandou a mquina de volta? 


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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 15 : O Dia das Bruxas [] 

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Harry e Willy perderam a conscincia assim que entraram na mquina.
Algum escondido dentro dela lanou um feitio neles para isso. Quando
voltaram a si no estavam em Hogwarts, no sabiam em que lugar estavam,
mas estavam amarrados um de frente para o outro, em duas vigas de
madeira do que parecia uma casa abandonada. No estavam sozinhos, algum
os observava nas sombras.

- Quem est a? - Harry perguntou, olhando o vulto e olhando para Willy,
amarrada apavorada  sua frente, respirando como um bichinho como fazia
quando estava nervosa - Olek?         

- Eu no sou Olek - respondeu o vulto. - Eu tentei evitar isso, Potter,
eu juro que tentei... te dei uma chance de ser feliz e voc
recusou...vou ter que seguir o plano B...  

- Do que diabos voc est falando e quem  voc?        

- Muito bem, eu explico... na verdade, era para apenas voc ir para o
passado... mas voc no se interessou... Eu queria te fascinar com a
possibilidade de mudar o seu destino avisando a seus pais o que ia
acontecer... mas eu logo vi que voc no morderia a isca... mas havia
outra jovem interessada em passado, presente e futuro... a jovem
Fischer... Ela comeou a procurar Olek... ele morria de medo do
professor Amanoff, mas estava se interessando pela garota, de uma forma
que voc no ia gostar de saber qual ... Eu me fiz de amigo dele, ao
mesmo tempo, procurei fingir me preocupar com ela... ela tinha encontros
noturnos com ele, interessada apenas em saber como funcionava a mquina,
nem conhecia as intenes dele... Eu disse que ele disfararia se
convidasse um amigo dela para conhecer a mquina... mas nem assim voc
apareceu

- Aconselhei Olek a sugerir que ela usasse uma capa de invisibilidade
para ir aos encontros, eu sabia que ela possua uma, e voc tambm, eu
fui olhar nos inventrios da escola... ento, foi s convencer voc de
que ela corria perigo e esperar... naquela noite eu tomei um ch com
Olek... no ch dele pus a poo do morto vivo, e esperei na sala ao lado
que Willy passasse para ver a mquina...  eu sempre soube como
operara-la  distncia, vigiei , fiz  a porta da mquina abrir... ela
ficou presa l dentro... No gostei quando voc veio com um bando para
resgat-la, mas me conformei, afinal eu queria apenas que  voc fosse ao
passado, e sentisse o conflito de encarar seu pai e sua me vivos... o
plano dera certo.

- Mas logo vi que no funcionou... nada aconteceu... eu soube que voc
no tinha feito nada... ou os resultados teriam sido imediatos. Na manh
seguinte, quando Dumbledore chamou Amanoff para entregar-lhe alguma
coisa, eu soube de pronto o que era... e tive que ir atrs dele para
evitar um desperdcio de tempo e de idias...      

- Do que voc est falando?     

- No existe s uma mquina do tempo Harry, so duas, uma eu deixei como
isca, a outra  de meu uso particular... esta no  a mesma que te levou
a Hogwarts, estamos em outro lugar, em outro tempo... dentro de duas
horas eu vou precisar de voc... - a figura saiu das sombras, Harry
reconheceu-a .

- Professor Lockhart?   

- Ingnuo... realmente minha semelhana com ele veio a calhar... - o
homem apontou a varinha para o prprio rosto e Harry viu que seus olhos
e cabelos mudavam de cor, os cabelos encolheram at no cobrir mais um
par de olhos castanhos duros. No era o professor Lockhart. Era algum
que tinha o queixo e o sorriso parecidos com os dele, mas agora sem a
cabeleira e sem as roupas espalhafatosas, era completamente diferente.


- Muito prazer, Harry. Meu nome  Amos Taylor. E eu inventei esta
mquina.

- Voc no morreu? Duzentos anos atrs?         

- No... no morri... Eu pesquisei bastante um modo de me infiltrar em
Hogwarts no momento certo... eu conhecera Gilderoy Lockhart quando ele
era jovem... ns tnhamos o queixo e o sorriso ligeiramente parecido...
ningum o via h alguns anos, sabia que depois de desmascarado em
Hogwarts ele perdera tudo... fui  casa do Bruxo carente, troquei de
lugar com ele, depois fui a Dumbledore, e imitando Lockhart pedi por
compaixo um lugar em Hogwarts.

- E como voc trocou de lugar com ele?  

- Eu o levei at o passado, j havia deixado uma mquina l para ser
encontrada no futuro. Mudei a aparncia dele e soltei-o perto dos
lobos... foi fcil. Ento voltei, para conseguir o perdo do meu
mestre...

- Voc  seguidor de Voldemort?         

- Sim, sou. Surpreso?  Voc deve estar perguntando porque eu estou to
preocupado em evitar a primeira morte de meu mestre. Na verdade, quando
testei a mquina numa viagem curta para o futuro e descobri que ele
havia morrido,eu fugi ... e fui ento para vinte anos no futuro...
descobri  que ele renasceria, e o que faria com cada um que ele
acreditou ter fugido... e eu seria um deles se ele me pegasse. No
adiantava ir mais  frente... meu conhecimento de bruxo seria intil em
cinqenta, sessenta anos... vo haver muitas modificaes do mundo da
magia... eu estudei tudo que aconteceria, estudei voc, a melhor forma
de interpel-lo, a melhor idade para te afetar com o seu passado, o
momento em que seus pais te fariam mais falta. Eu plantei na casa de
Amanoff uma carta, trs meses antes do incio das aulas em Hogwarts
deixando instrues de onde achar a mquina n 2, ele nem desconfiou que
aquela carta no estava perdida h muito tempo... tambm implorei na
carta que a levasse a Hogwarts, fiz ele acreditar que o nico lugar no
mundo seguro para ela era l... as pessoas costumam seguir as instrues
dos mortos. Eu me diverti muito ao ver que meu antigo assistente no me
reconhecia, afinal, para ele haviam passado muito mais anos que para
mim... Eu estudei bastante o futuro, estive l vrias vezes para
executar meu plano.  

- Voc viu Voldemort perdendo de novo, no ?   

- Na verdade, eu agora no sei o futuro...  eu vou reescrev-lo a partir
daqui, Harry, com a sua ajuda. Eu retornei duzentos anos no passado, de
novo, e troquei o dirio de bordo da mquina, dando instrues para que
a mquina nunca fosse ligada sem um intervalo de dez minutos, isso me
deu tempo, e eu tenho todo tempo do mundo, eu sou um viajante do
tempo... o tempo real de meu corpo desde que comecei a viajar  de
apenas um ano, estive s nos lugares que interessavam  minha jornada...
evitei as pocas inteis que todo ser humano vive, pensando,
elaborando... sabia a hora que vocs iriam voltar, eu roubei a carta e
depois a pus no lugar... Sabia que voc no iria querer voltar
primeiro... havia duas meninas e voc  muito nobre... ento, retornei
pouco  frente de Amanoff e resolvi esse problema... e eu te trouxe para
um dia das bruxas... neste momento, sua me e seu pai esto l fora,
numa casa desta mesma vila sem saber que Voldemort est vindo para c...
mas desta vez, voc no vai impedi-los... voc vai l e vai matar o
Harry Potter beb, antes que o mestre tente faz-lo.  

- E se eu no quiser?   

- Eu mato a jovenzinha que est na sua frente...  ela ou voc.         

- Porque voc mesmo no mata o Harry Potter beb?       

- Porque a nica pessoa que pode romper a proteo  voc... recusar o
amor de sua me... E voc no tem escolha... ou voc morre, ou morre
Willy.

Harry no precisou pensar para saber que no tinha escolha. Estava tudo
realmente perdido. No deixaria aquele bruxo matar Willy, no deixaria.


- Eu aceito.    

- Harry, no!   

- Willy, no fique triste, eu vou evitar a morte de sua me.    

- No Harry, no faa isso! Eu prefiro morrer!  

- Taylor, eu s quero fazer uma coisa antes de morrer.  

- Um ltimo desejo?     

- Isso.         

- Diga o que , ento.  

- No vou te dizer. Apenas me solte. Pode apontar a varinha para a minha
cabea ou corao, e fazer o que quiser se eu tiver alguma reao
estranha.

- Vou confiar em voc. Voc sempre cumpriu sua palavra.         

Harry sabia o que queria fazer. Sabia que em minutos, toda sua vida no
iria mais existir, ele seria apenas um paradoxo, um rapaz que viveu at
os dezesseis anos para se matar ainda beb, algum que no podia
existir, uma figura impossvel. Ele queria pelo menos fazer algo de que
no se arrependeria, algo que ele queria fazer a muito tempo, mas no
tivera coragem. O bruxo o soltou. Ele olhou-o e deu dois passos para a
frente, na direo em que Willy estava, amarrada  viga. Ele
aproximou-se bastante dela, pegou seu queixo e acariciou, ela olhou pra
cima e o encarou. Havia lgrimas em seus olhos, que ele enxugou e disse:


- Willy, eu te amo.     

Ento, ele baixou a cabea e seus lbios tocaram os dela.       

Ele sentiu que algo acontecia dentro dele. Sentiu que algo que estava
preso h muito tempo se soltava, uma barreira de emoes e sentimentos
fortes,  nicos e verdadeiros, explodindo como um vulco h muito
adormecido, o contato dos seus lbios com os da menina fizeram que ele
como que despertasse de um sono profundo, e ele quis mais e mais
beij-la, apenas e to somente beijar Willy, mais nada.

Ele sentiu uma luz brotando debaixo de seus olhos, envolvendo os dois
com fora e calor, e abraou o corpo amarrado dela, e sentiu quando as
amarras que a prendiam se soltavam e os braos dela envolviam seu
pescoo, num abrao h muito esperado, desejado, sonhado. Tudo em volta
dos dois explodia em luz, uma torrente de mgica essencial se derramando
varrendo todo mal  sua volta, uma proteo de amor. Como Sirius chamara
isso? Sim! Emisso mgica involuntria.

Quando abriu os olhos viu que um furaco passara por ali. O bruxo estava
desacordado em um canto, provavelmente tentara mat-los mas no
conseguira. O que realmente acontecera durante aquele beijo, eles nunca
chegariam a saber exatamente, mas o certo  que o beijo os salvara.


- Harry? O que aconteceu?       

- Eu no sei, mas vamos prender esse cara antes que ele acorde. E quero
fazer uma coisa antes de voltar a Hogwarts.       

- O qu?        

- Por mais que o Lockhart seja um babaca, no creio que ele merea ser
morto por lobos. 


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                              Captulo 16
                                    
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Captulo 16 : Hasta la Vista, Baby 

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- Enervate! - Harry encostara a varinha no peito de Taylor para que ele
despertasse. O bruxo tremeu ligeiramente e o encarou com raiva. Ele
estava firmemente amarrado por cordas conjuradas.     

-  Canalha! Como fez aquilo?    

- Voc no vai acreditar se eu disser que foi sem querer, portanto eu
no vou te dizer nada.     

- O que voc quer.      

- Quero voltar ao passado. Quero saber aonde voc deixou Lockhart.      

- E se eu no disser?   

- Eu te levo ao futuro e deixo na porta da casa de Voldemort, com um
bilhetinho: Tentei e falhei, faa comigo o que quiser. Que acha?  

- Est bem, basta consultar a memria da mquina.       

- Eu no confio em voc... quer saber?  Acho que vou te levar a
Voldemort assim mesmo.  

- Harry - Willy havia ficado olhando a memria da mquina. - Eu achei.
Achei tambm a chave da mquina. Vou mudar um pouquinho o lugar e  vamos
voltar minutos antes, para podermos esconder-nos dele e salvar o
professor.

- Algum j te disse que voc  um gnio, Willy?        

- S meu pai, mas ele no conta. - ela disse sorrindo   

Entraram na mquina, Willy programou-a para partir em um minuto. Eles
no sabiam, mas no exato instante em que a mquina partiu, dois
quarteires adiante uma luz verde acabara de ser lanada contra um
menino de apenas um ano de idade, que seria conhecido como o que
sobreviveu.

Como sempre acontecia quando chegavam, a mquina abriu e os expeliu num
lugar amplo e gelado, uma plancie na estepe Russa. Ao longe ele viu uma
floresta onde se divisavam copas cnicas de pinheiros, que ao pr de sol
eram de um verde to escuro que parecia negro. Estava muito frio, suas
vestes e capas no eram suficientes.

- Daqui a pouco vai estar to frio que vamos morrer congelados - Harry
disse - melhor conjurarmos casacos! - apontou a varinha para Willy e
disse - revertum lanosa  - a capa de Willy tornou-se uma grossa pele de
l. Fez o mesmo para ele e Taylor. Foi atrs do bruxo e segurou-o pela
nuca, apontando a varinha para a sua cabea.  - Vamos. Se voc tentar
alguma gracinha, juro que te deixo inconsciente e te largo aqui para os
lobos te pegarem.

Foram andando at avistar uma cabana mais abaixo da colina, no parecia
habitada. Um uivo profundo e gutural cortou o ar, Harry sentiu que suas
pernas gelavam, Willy colou seu corpo ao dele, com medo:      

- Calma, Willy, falta pouco. Ser que ele j chegou?    

Um ligeiro flash de luz que escapou da cabana respondeu a pergunta de
Harry, ele viu repentinamente a porta da cabana, para o outro lado,
abrir-se e uma pessoa sair correndo, era um homem de cabelos castanhos,
que correu na direo da floresta, ao seu encalo veio um homem louro de
cabelos compridos, e quando ele se afastou um pouco da cabana, Taylor
gritou:

-Ei Amos, venha me  soltar. - Harry deu um safano em Taylor e o bruxo
louro voltou-se sobre as pernas, vendo Harry e Willy com Taylor, apontou
a varinha na direo de Harry, que disse:       

- Se eu fosse voc, no faria isso. No se esquea que eu tenho uma
varinha apontada para    a cabea do seu eu do futuro... mas
precisamente para aquele que acaba de naufragar com seu plano de me
matar para reviver seu mestre... No sei quanto tempo mais voc viveria,
mas meu palpite diz que no seria muito.

- O que voc supe ento que eu faa?   

- Coloque o professor Lockhart de volta na mquina, AGORA!      

- Mas ele sumiu!        

- No faa isso, Amos - disse Taylor - eu tenho um plano!       

- Voc no tem plano nenhum! - Harry o sacudiu e Willy conjurou uma
mordaa - Obrigada, Willy assim est bem melhor - Foram andando at o
outro Amos Taylor, Harry mantendo a varinha atrs da cabea do que
estava com ele.

-  Expelliarmos  - a varinha do Taylor louro veio parar na mo de Willy,
ela aproveitou e conjurou cordas nele. Deixaram os dois, um de costas
para o outro, amarrados dentro da cabana.         

- Willy, eu vou procurar Lockhart, no sei se ele tem sequer uma
varinha, vigie esses dois.     

- Harry, est cheio de lobos l fora... e est anoitecendo      

- No se preocupe -  lembrando-se do que vira Sirius fazer uma vez com
Sheeba, puxou-a e deu-lhe um beijo - j enfrentei coisas piores. No
desvie a varinha deles de forma nenhuma!        

Saiu da cabana sentindo o frio da noite que se aproximava, estava agora
bem prximo da orla da floresta onde vira Lockhart entrar, pensou que
seria muito bom se tivesse sua Firebolt ali para olhar a floresta por
cima, podia escutar o barulho das folhas secas que pisava, apenas
isso... o silncio era total, no havia sequer vento na folhagem.       

Ento, algo o atacou, uma sombra tomou movimento e veio em sua direo
brandindo um imenso pedao de pau, Harry desviou-se bem a tampo de
evitar que Lockhart golpeasse sua cabea. Lockhart desequilibrou-se e
caiu no cho, de cara na neve.

- Professor! Sou eu! Harry!     

- Oh! Harry - o homem olhou-o por cima do ombro e houve um lampejo de
reconhecimento - Harry Potter! Meu Deus! Ah! Eu no me lembrava de
voc... quer dizer. Eu no me lembro mais de quase nada...    

- Vamos, eu vou mand-lo para casa.     

Retornavam rapidamente pela floresta, quando Harry escutou um uivo,
desta vez bem prximo, acelerou o passo, olhava eventualmente para trs,
e de repente viu um lampejo do que pareceu serem olhos entre as rvores
da floresta. Gritou:

- CORRA!        

A cabana apareceu de repente, iluminada pelo fim da luz do dia bem no
meio da plancie, parecia estar estupidamente longe, Harry acelerou a
corrida, dando tapas em Lockhart para que fizesse o mesmo, abriu
correndo a porta da cabana e puxou o professor para dentro, no exato
instante em que um lobo negro imenso apareceu no seu campo de viso,
correndo em direo  cabana. Quando fechou a porta e jogou o corpo
contra ela, sentiu o baque do peso do lobo, que se jogara, chocando-se
violentamente no lado oposto da porta. Harry ficou segurando-a com as
costas, at que Willy conjurou um cadeado e uma tranca e ele pde sair.


Havia dentro da cabana duas mquinas do tempo, o que deixava o ambiente
bem apertado para cinco pessoas. Harry olhou os dois Taylors e disse:


- Vou devolver a aparncia ao professor Lockhart e envi-lo de volta a
seu tempo e lugar. Depois, vocs dois vo comigo para o meu tempo, e eu
decido o que vou fazer com vocs. Willy, voc consegue fazer a mquina
ir at l e voltar?

- Eu acho que sim... vou olhar a memria dela... est aqui, ele veio
nessa.

- Professor, adeus. Entre.      

- Oh! Obrigado Harry!   

- Espere um minuto - Harry devolveu a Lockhart a antiga aparncia, e
aproveitou para dar um jeitinho nas vestes dele, com um feiticinho de
remendar roupas que Hermione lhe ensinara - V a Hogwarts, fale com
Dumbledore, ele vai arranjar um lugar para o senhor l.    

- Deus o abene, Harry - entrou na mquina e ela partiu com um flash,
mais alguns segundos e ela retornou.        

O que aconteceu em seguida foi muito rpido. O Taylor de cabelos loiros
conseguira se soltar e sacara uma varinha... a varinha de Lockhart, que
eles haviam esquecido. Ele apontou para Willy, que estava na direo da
porta da cabine, Harry pulou em cima dela, jogando-a no cho bem a tempo
de evitar que o feitio a pegasse. Mas a luz que sara da varinha abriu
a porta da cabana, deixando entrar uma lufada de vento gelado, Harry
rolou com Willy para trs de uma das mquinas, bem a tempo de evitar o
salto de um grande lobo negro, que aterrissou bem em cima do Taylor de
cabelos loiros, quebrando-lhe o pescoo. Houve um flash na cabea de
Harry, e ele perdeu a noo de onde estava. 


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                              Captulo 17
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 17 : N no Tempo 

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Harry ergueu a cabea, confuso e sacudiu-a por um instante. A cabana, os
dois Taylors e o lobo haviam desaparecido. Estava sentado numa poltrona
num lugar amplo... olhou em volta...  estava na sala comunal de
Grifinria! Ainda perplexo, olhou em volta e deu com Rony olhando-o
espantado, como se ele estivesse fazendo algo muito estranho.    

- Harry? Voc est bem, Harry?  

- Rony, onde est Willy? E Amos Taylor?         

- Quem diabos  Amos Taylor?    

- O cientista... o viajante do tempo...         

- Harry, voc pirou?    

- Que dia  hoje?       

- Tera-feira, Harry! Onde voc pensa que est?         

- Tera-feira, 20 de setembro?  

- Claro. Queria que j fosse dezembro?  

- Rony... voc no se lembra de nada estranho que nos aconteceu? Uma
viagem no tempo?   

- Harry, do que voc est falando? Eu estava falando com voc sobre
Hermione, em como ela est chata com essa coisa de monitoria, quando
voc baixou a cabea, pensei que tivesse dormido... foi uma coisa de um
segundo. A voc perguntou por Willy!        

- Rony, eu preciso saber de uma coisa... tem algum pesquisador com uma
mquina do tempo na escola?        

- O qu?        

- Lockhart est de volta?       

- Finalmente voc percebeu?? Harry, voc lembra que foi reprovado no
teste idiota do grupo de teatro, onde voc me fez entrar por causa de
uma promessa imbecil que fez a Willy?    

- No tem mquina do tempo aqui?        

- Harry, que mquina do tempo???        

- J ouviu falar de Olek Chenimsky?     

- Harry, quem  esse cara? Do que voc est falando?    

- Rony, eu preciso ver uma coisa, com licena.  

Harry disparou pelo buraco do retrato, ainda no sabia o que havia
acontecido, se  que havia acontecido alguma coisa... mas no podia ter
tido um sonho em dois segundos... retornara no exato instante em que
lembrara de ter dito a Rony que estava preocupado com Willy, corria pelo
corredor quando esbarrou em Lockhart.

- Harry! Ainda no agradeci a voc! Eu tive um sonho contigo na casa do
bruxo carente! Voc me dizia que Dumbledore me daria emprego! Eu vim
aqui e consegui - Harry gastou cerca de dez segundos olhando para este
Lockhart para ver se no era Amos Taylor... ento viu que ele usava o
cabelo do jeito que Harry o ajeitara, e estava com a mesma roupa que ele
consertara

- Agora no, professor... preciso achar uma pessoa - Willy, ela tem que
lembrar de alguma coisa! Harry pensava, enquanto corria, esbarrando em
alguns alunos pelo corredor, que o xingavam de maluco por causa disso,
ele dobrou  direita num corredor, e ento a viu.  

Harry no precisou perguntar nada a ela para saber que Willy lembrava-se
de tudo, ela vinha da direo da sala de teatro, e em seus olhos Harry
pde ver que ela tinha as mesmas perguntas que o estavam deixando
confuso naquele momento. Correu na direo dela, que ficou parada,
esperando-o, quando ele se aproximou, abraou-o com fora, como se no o
visse h anos. Ela olhava seu rosto ansiosa, respirando acelerada como
um bichinho, tocava sua face para ver se ele era ele mesmo, se estavam
mesmo de volta a Hogwarts.    

- Harry, o lobo... eu tive medo... voc lembra?         

- Eu lembro, eu lembro de tudo.         

- De tudo? - ela o olhava, sua mo pequena acariciava a face dele, ele
olhou nos olhos dela, hesitou por um segundo e beijou-a . Ele agora s
queria beij-la, e sentiu-se maravilhado ao ver que agora era real, que
estavam se beijando mesmo, que ele no tinha medo, nem vergonha de
aninh-la nos seus braos e proteg-la de todo mal.       

- MUITO BEM, ALGUM PODE ME EXPLICAR O QUE  ISSO??? - A voz do
Professor Snape berrada em seus ouvidos os trouxe de volta  realidade.
Pararam de se beijar e olharam para ele, ambos sorriam estupidamente. -
Eu sempre soube que os senhores achavam que o regulamento no servia
para nada.  Mas nunca imaginei que fossem ficar se agarrando em pleno
corredor da escola, dando espetculo para os outros alunos e mau exemplo
para os alunos mais novos!!!!

- Kakaka! - Willy riu - O senhor vai nos por em deteno... juntos?     

- Senhorita Fischer, como se atreve? Eu vou p-los em deteno, sim, mas
em salas diferentes e em dias diferentes.        

- timo! - disse Harry jovialmente, naquele momento riria at se Snape o
expulsasse de Hogwarts - Por que o senhor no nos manda  sala do
professor Dumbledore?

-  isso mesmo que eu vou fazer! Mas antes, vou descontar quinze pontos
da Grifinria!  

- E quinze da Sonserina - disse Willy, sorrindo.        

- Isso mesmo! Menos quinze pontos... - Snape parou por um segundo, a
fria aparecendo sob sua pele - Senhorita Fischer ! Como se atreve!


- O que eu fiz? J no descontou os pontos?     

- J! Vou lev-los a Dumbledore! - ele foi  frente. De repente,
tocando-se que os dois iam tranqilamente abraados atrs dele, puxou
Harry por um brao e Willy pelo outro, pondo-se entre os dois, que
ficaram rindo, mesmo enquanto ele os arrastava at a grgula que tomava
conta da sala de Dumbledore. Jogou-os l dentro, para a surpresa de
Dumbledore, que os olhava quase rindo, diante da indignao de Snape.


- Pode ir, Severo, eu falo com eles. - Snape saiu, pisando duro, no sem
antes dar uma olhada bem azeda neles.     

- Muito bem... eu admiro o amor, mas convenhamos que no aprovo
manifestaes de carinho exageradas diante de pessoas que possam se
ofender com elas, como  o caso de Snape...     

- Professor... eu preciso contar uma coisa ao senhor - Harry de repente
ficara srio, achava que Dumbledore seria o nico capaz de explicar a
eles o que afinal acontecera. Comeou da conversa que tivera com
Hermione, apenas um ms antes daquela data, quando ela lhe contara sobre
a mquina e os pesquisadores, depois o acidente, os dias que passaram na
Hogwarts de vinte anos antes e de como Amos Taylor lhe revelara o
plano... quase empacou quando foi explicar sobre o beijo que os salvara,
mas decidiu ir em frente, e viu que Dumbledore abria um sorriso quase
sonhador, finalmente, de como eles haviam voltado duzentos anos para
salvar Lockhart e acabaram testemunhando a morte do Amos Taylor mais
antigo, o que os trouxera subitamente de volta ao presente.         

- Harry, essa  a chave de tudo. Quem escondeu a carta dizendo a
localizao da mquina na casa de Amanoff? Taylor. Quem prendeu vocs na
mquina? Taylor. Quem os levou ao passado? Taylor. Todas essas coisas
ele fez depois de prender Lockhart no passado, pois eu havia dado
emprego a ele desde o fim do semestre passado. Quando Taylor morreu
antes de faz-las, elas simplesmente no aconteceram... e vocs ficaram
no presente.

- E por que nos lembramos?      

- Porque aconteceu graas a vocs. Quando voltaram ao passado para
resgatar Lockhart, involuntariamente fizeram que Taylor acabasse atacado
pelo lobo. Para vocs, tudo isso aconteceu, para o resto do mundo no...
vocs deram, sem querer, um n no tempo. A humanidade inteira passou
fora deste n, s vocs dois passaram por todas as fases dele. Eu no me
lembro, e creio que ningum aqui v se lembrar, de quatro brasileiros
extraviados, chegados um ms antes do programa de intercmbio.

- Hermione e Rony ento tambm no lembram...   

- Certamente. S aconteceu para vocs.  

- E quanto ao... beijo? - Dumbledore sorriu     

- Ah! Emisso mgica involuntria... aconteceu comigo uma vez - Harry
notou que ele corava ligeiramente - h muito tempo atrs, bem antes de
ter cabelos brancos... Era uma garota incrvel... pena que caiu num
lago... o portal para o mundo das fadas.         

Harry e Willy olharam-se... no haviam entendido nada. 


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                              Captulo 18
                                    
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 Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Viajante do Tempo 




Captulo 18 : A Cobra e o Esquilo 

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- Harry, - Dumbledore pareceu sair de seu devaneio - eu preciso te dar
uma coisa. - ele abriu uma gaveta e tirou algo de dentro. Harry viu que
dentro de uma pequena redoma de vidro, havia algo parecido com um cubo
de gelo, onde via-se uma mecha de cabelos negros.      

- Professor... Isso  meu gelo de confuso?     

- Exatamente. Pode levar,  seu.        

- O senhor pode me explicar... bem, como foi que ele foi parar a?      

- Bem, na verdade, fui eu que o pus sob o feitio de confuso, quando
soube que Sheeba viria para a escola.     

- Mas... por qu?       

- Harry, eu temi que voc quisesse saber seu futuro e se achasse que
alguma coisa terrvel e inevitvel estava a caminho, sofresse um ataque
de imobilidade.

- Ataque de imobilidade?        

- Exato. Quando acreditamos que a tragdia  inevitvel, e simplesmente
nos sentamos para esperar que ela acontea. Voc sabe o que acontece
quando o esquilo v uma cobra vindo na sua direo?     

- No?  

- Ele pra e espera. Porque cobras costumam ganhar de esquilos com muita
facilidade, e o esquilo sabe disso... mas quando o esquilo no v a
cobra,  a no ser quando ela est prxima demais para que ele possa
evit-la, ele simplesmente pula e sai correndo... e normalmente escapa.
Eu tinha medo que Sheeba visse algo, e quando isso acontecesse, voc no
acreditasse que podia evitar.

- O que fez que o senhor mudasse de idia?      

- Sua atitude, Harry. Saber lidar com o futuro,  saber lidar com o
passado. Voc no quis mudar o passado de seus pais, mesmo lutando
contra toda sua vontade de t-los vivos, porque sabia que voc no tinha
esse direito... porm, quis mudar o passado para salvar Lockhart, pois
sabia que ele no merecia aquele destino. Sabedoria pura e simples, se
comportou como um esquilo esperto... No preciso mais me preocupar com
seu futuro, ele agora pertence s a voc.

Harry examinou atentamente o gelo de confuso e guardou-o no bolso da
veste. Depois pensaria o que fazer com ele. 

[]         

Quando saram da sala de Dumbledore, Sirius os esperava, com cara de
quem vai dar uma bronca:     

- Vocs dois podem me explicar por que, tendo tido quatro semanas de
frias para comear a namorar resolveram faz-lo justamente aqui na
escola e debaixo do nariz do Snape? A primeira coisa que ele fez foi ir
l encher minha pacincia!

- Sirius, ns j estamos namorando h muito tempo... voc no
entenderia, esquece - Harry ia andando de mos dadas com Willy.     

- Harry, eu j te disse que essa empfia no lhe cai nada bem? Se eu
tivesse tido um pouco mais de tempo para conversar contigo, voc no
estaria por a aos amassos pelo corredor da escola...      

- Ah, Sirius, no me venha com sermes... eu sei muito bem que voc uma
vez tentou beijar Sheeba  fora e foi repelido por ela com um
feitio...

- Como ela te contou isso?      

- No foi ela que me contou... e o que voc est falando? Voc tambm
teve o baile do sexto ano para tentar namor-la e perdeu a oportunidade,
ou melhor, desperdiou-a para acabar namorando Sheeba mais tarde... No,
voc no pode mesmo me criticar.        

Sirius ficou mudo, de olhos arregalados, olhando para Harry.    

- Quem te contou essas coisas?  

- Uma das cem corujas que levantou vo naquele dia... Sirius, eu queria
saber uma coisa   

- Hum... - Sirius estava perplexo demais para responder         

- Aquele anel mgico que voc me deu, e eu ainda no usei porque est
largo no meu dedo... ele pertenceu ao meu pai, no foi?      

- Como voc sabe?       

- Ah, isso no importa, pertenceu ou no?       

- Pertenceu. Eu o dei a ele. Era de meu irmo Caius, eu ganhei dele
pouco entes dele morrer. No quis ficar com ele, Tiago gostou e eu dei
para ele.

- O que ele faz?        

- Voc vai descobrir. Tenho que ir para casa, Sheeba vai ficar furiosa
porque fiquei at tarde na escola. Detesta que me atrase para jantar. 

[]         

Alguns dias mais tarde, Harry e Willy estavam cobertos pela capa de
invisibilidade dele, sentados na janela da sala de transformao,
estavam abraados e olhavam a lua cheia, que brilhava em dupla: no cu e
refletida no lago escuro de Hogwarts.        

- Harry?        

- Hum?  

- O que voc fez com o gelo de confuso?        

- Guardei.      

- No quer saber o que vai te acontecer no futuro?      

- Talvez seja melhor esperar, como um esquilo assustado.        

- Kakaka! E o anel?     

- Estou guardando. Um dia eu descubro pra qu. Sabe o que eu estou
pensando?

- H?   

- Quanto tempo faz desde a ltima vez que a gente esteve aqui.  

- Pelo menos dezenove anos...   

- Lembra o que Taylor falou? Daqui a alguns anos tudo vai mudar...      

- O que ser que vai acontecer?         

- No sei, Willy, mas deve ter a ver com Voldemort... ele deve estar em
algum lugar l fora... deve estar pensando num jeito de me pegar... ele
sempre pensa em um jeito de me pegar.    

- Esquece isso.         

- S se voc me beijar.         

Willy virou o rosto para ele. Neste momento Siegmund guinchou no seu
bolso. Ela o soltou e deixou que Harry a beijasse. L fora a lua
brilhava. Tudo parecia bem. 

                                  fim
                                    
                           Como assim, fim? 
                       E o anel mgico do Harry? 
                    E a maldio da famlia Black? 
             E quem  a garota que caiu no lago das fadas? 
Devamos desconfiar quando ela disse onde estava o gelo de confuso...







            Harry Potter e a Aliana Sangrenta- Continuao
